Persperctivas para uma Transição Energética Justa no Transporte Público Coletivo no Brasil

Introdução

Em 2021 o estudo “Transição da indústria automotiva brasileira: desafios e perspectivas
para uma conversão alinhada à mobilidade inclusiva e de baixas emissões” do IEMA e
da Fundação Rosa Luxemburgo apontou o risco de uma modernização conservadora do
sistema de mobilidade urbana, caso o direcionamento das políticas e recursos públicos
voltados para a descarbonização do transporte priorizem o transporte individual em
detrimento do transporte público coletivo. Esse direcionamento reproduziria o modelo
de desenvolvimento excludente, no qual os as ações e recursos públicos favorecem a
acessibilidade à cidade baseada no uso do transporte individual, que não é universal
sendo, portanto, apropriado apenas por uma parcela privilegiada da população e se
transformando em fonte de iniquidade.

Dando continuidade à reflexão sobre a necessária transição energética nos transportes,
o IEMA desenvolveu este trabalho sobre “Perspectivas da Transição Energética Justa
para o Transporte Público Coletivo no Brasil”. O trabalho foi desenvolvido buscando
responder a três principais necessidades. A primeira é a identificação e apresentação,
de forma organizada e compreensiva para a sociedade em geral, das ações em curso e
tendências da transição energética nos transportes no Brasil. A segunda é ponderar
sobre os potenciais consequências das alternativas propostas e das decisões tomadas
pelos vários segmentos econômicos, governos e poderes legislativos que incidem sobre
esse tema. Por fim, o IEMA busca apontar caminhos para formuladores de políticas
públicas e defensores do interesse público para a promoção da transição energética
justa na mobilidade urbana, com foco no transporte público coletivo.

No Capítulo 1 deste relatório é apresentado o entendimento de transição energética
justa com o qual o IEMA propõe a análise das ações recentes que incidem sobre o
transporte público coletivo. No Capítulo 2 é apresentado o contexto de crise pela qual
passa o setor de serviço de transporte público coletivo, caracterizado pelo esgotamento
do modelo de financiamento da operação baseada no pagamento de tarifa pelo usuário,
com o risco de desregulação dos serviços no médio prazo. No Capítulo 3 é apresentada
uma proposta conceitual de novas fontes de recursos que contribuam para o custeio da
operação e viabilizem a transição energética no transporte público coletivo, sem onerar
ainda mais o usuário. O Capítulo 4 traz uma síntese das iniciativas recentes do governo
federal que tangem a transição energética no transporte, abordando as estratégias
governamentais, as linhas de financiamento existentes e o conhecimento produzido. As
ações e iniciativas pesquisadas são apresentadas no Anexo 1 deste trabalho.

No Capítulo 5 é feita uma síntese das ações de 11 cidades que buscaram, recentemente,
inovar na contratação de serviços, implantação de infraestrutura, incorporação de
ônibus elétricos e custeio da operação do transporte público coletivo. O Capítulo 6 traz
uma síntese das iniciativas de projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional nos
últimos anos, e que guardam relação com a transição energética no transporte. A
metodologia da pesquisa dos projetos de lei é apresentada no Anexo 2 e os projetos de
lei considerados formam o Anexo 3 deste trabalho.

Por fim, no Capítulo 7 são discutidas as perspectivas para uma transição energética justa
no transporte público coletivo. Como principais conclusões do trabalho é apontado o
desafio de uma nova orientação das iniciativas de políticas públicas em curso para que
a necessária transição energética no transporte público ocorra e seja justa. O governo
federal deve assumir novo papel na coordenação e fomento do transporte público
coletivo em apoio aos municípios, principalmente no que se refere à assistência técnica
para elaboração de projetos e redes de transporte público e à implantação de
infraestrutura. Devem ser estabelecidas também novas fontes de financiamento,
principalmente municipais, para que toda a sociedade contribua para o custeio de uma
rede de transporte público universal. Uma eventual revisão do marco legal do
transporte público, se bem direcionada, pode contribuir para a reestruturação do setor
de serviço de transporte público coletivo e a necessária transição energética.

O IEMA espera que este trabalho contribua para aprimorar as discussões sobre a
transição energética justa na mobilidade urbana e, especificamente, no transporte
público coletivo, como forma de promover o desenvolvimento econômico, social e
ambiental nas cidades nos próximos anos.

Acesse o estudo na íntegra:

http://energiaeambiente.org.br/wp-content/uploads/2022/08/202208_TEJIEMA.pdf

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Earth Journalism Network ofrece becas para producir reportajes sobre delitos ambientales en Sudamérica

Foto por Tom Fisk em Pexels.com

Earth Journalism Network de Internews solicita subvenciones de entre US$1500 y US$2500 para informar sobre los delitos ambientales transnacionales que afectan a la región amazónica y las amenazas que enfrentan los pueblos indígenas y las comunidades locales en Brasil, Colombia, Ecuador, Guyana y Perú.

El tráfico de animales silvestres, la tala ilegal, la pesca no sostenible y la expansión de las actividades mineras y agrícolas son algunos de los problemas que amenazan el ecosistema amazónico, los pueblos indígenas y las comunidades locales.

Las solicitudes están abiertas hasta el 16 de enero de 2023. Puede presentar su solicitud en inglés, español y portugués. Las traducciones de la convocatoria y el formulario en sí están disponibles en https://earthjournalism.net/opportunities/story-grants-to-strengthen-environmental-coverage-in-the-western-amazon-2022.

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Earth Journalism Network offers grants to produce reports on environmental crimes in South America

Kelly, Pexels.com

Internews’ Earth Journalism Network is calling for grants between US$1,500 and US$2,500 to report on transnational environmental crimes affecting the Amazon region and the threats faced by indigenous peoples and local communities in Brazil, Colombia, Ecuador, Guyana and Peru.

Trafficking in wild animals, illegal logging, unsustainable fishing and the expansion of mining and agriculture activities are some of the problems that threaten the Amazon ecosystem, indigenous peoples and local communities.

Applications are open until January 16, 2023. You can apply in English, Spanish and Portuguese. Translations of the call and the form itself are available at https://earthjournalism.net/opportunities/story-grants-to-strengthen-environmental-coverage-in-the-western-amazon-2022.

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Brasilia, capitale du Brésil : l’attaque des « talibans patriotes »

Des bolsonaristes ont brisé les vitres du Congrès national, à Brasilia – Photo Ton Molina, AFP – Dimanche 08 janvier 2023

Par Antonio Carlos Teixeira, éditeur du blog TerraGaia

Brasilia, capitale du Brésil, dimanche 8 janvier 2023 : atteinte à la démocratie, aux Trois Pouvoirs de la République, à l’État démocratique de droit.

Ils ont vandalisé des biens publics, endommagé un tableau du peintre brésilien Di Cavalcanti, un crucifix, un buste du juriste brésilien Ruy Barbosa, “l’Aigle de La Haye”, pillé des objets du Sénat fédéral, des bâtiments et des installations délabrés au Palais du Planalto , du Congrès national et de la Cour suprême fédérale (STF) – siège des trois puissances du Brésil -, ont détruit des œuvres d’art rares et des cadeaux de chefs de gouvernement et d’État et de représentants diplomatiques du pays.

De tels actes sont le résultat de quatre années d’incitation à la haine, de coup d’État, d’irrespect des résultats des sondages, de la Constitution par le gouvernement du précédent président, Jair Bolsonaro. Une minorité infâme, fanatique, enragée, démente : les « talibans « patriotes » » anéantissant le patrimoine national.

La majorité des Brésiliens et des électeurs qui se sont rendus aux urnes et ont voté démocratiquement pour leurs candidats lors des récentes élections (123 millions au premier tour et 124 millions au second tour, sur les 156 millions de Brésiliens habilités à voter) ne tolèrent pas les indignes actes que le Brésil et les nations mondiales regardaient. Soit dit en passant : les gouvernements de plusieurs pays et différentes lignes politico-idéologiques ont immédiatement condamné l’attaque et se sont promptement placés en faveur de la protection de la démocratie brésilienne et de la légitimation du résultat des élections d’octobre.

Le Brésil a beaucoup à faire en 2023 : lutter contre le Covid-19, lutter contre la pauvreté, réactiver l’économie, renforcer l’entrepreneuriat et reprendre son rôle de leader dans les forums mondiaux sur l’environnement, le climat, le commerce et les affaires étrangères.

Passons à autre chose.🙏☀️🙏

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Brasilia, Hauptstadt Brasiliens: Der Angriff der „patriotischen Taliban“

Bolsonaristas haben die Fenster des Nationalkongresses in Brasília eingeschlagen – Foto Ton Molina, AFP – Sonntag, 8. Januar 2023

Von Antonio Carlos Teixeira, Herausgeber des Blogs TerraGaia

Brasilia, Hauptstadt Brasiliens, Sonntag, 8. Januar 2023: Angriff auf die Demokratie, auf die Drei Mächte der Republik, auf den demokratischen Rechtsstaat.

Sie zerstörten öffentliches Eigentum, beschädigten ein Gemälde des brasilianischen Malers Di Cavalcanti, ein Kruzifix, eine Büste des brasilianischen Juristen Ruy Barbosa, den „Adler von Den Haag“, plünderten Gegenstände aus dem Bundessenat, verfallene Gebäude und Einrichtungen des Planalto-Palastes , der Nationalkongress und der Oberste Bundesgerichtshof (STF) – Sitz der Drei Mächte Brasiliens –, vernichteten seltene Kunstwerke und Geschenke von Regierungs- und Staatsoberhäuptern und diplomatischen Vertretern des Landes.

Solche Taten sind das Ergebnis von vier Jahren Aufstachelung zu Hass, Staatsstreich, Missachtung von Wahlergebnissen und der Verfassung durch die Regierung des früheren Präsidenten Jair Bolsonaro. Eine berüchtigte, fanatische, tollwütige, wahnsinnige Minderheit: „‚patriotische‘ Taliban“, die das nationale Erbe vernichten.

Die Mehrheit der Brasilianer und Wähler, die an den Urnen teilgenommen und bei den letzten Wahlen demokratisch für ihre Kandidaten gestimmt haben (123 Millionen in der ersten Runde und 124 Millionen in der zweiten Runde, von den 156 Millionen wahlberechtigten Brasilianern), dulden die Unwürdigen nicht Taten, die Brasilien und die globalen Nationen beobachteten. Übrigens: Regierungen mehrerer Länder und unterschiedlicher politisch-ideologischer Richtungen verurteilten den Angriff sofort und setzten sich umgehend für den Schutz der brasilianischen Demokratie und die Legitimierung des Ergebnisses der Oktober-Wahlen ein.

Brasilien hat im Jahr 2023 viel zu tun: Bekämpfung von Covid-19, Bekämpfung der Armut, Reaktivierung der Wirtschaft, Stärkung des Unternehmertums und Wiederaufnahme seiner führenden Rolle in globalen Umwelt-, Klima-, Handels- und Außenpolitikforen.

Weiter geht’s.🙏☀️🙏

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Brasilia, capital de Brasil: el ataque de los ‘talibanes patrióticos’

Bolsonaristas rompieron las ventanas del Congreso Nacional, en Brasilia – Foto Ton Molina, AFP – domingo 08 enero 2023

Por Antonio Carlos Teixeira, editor del blog TerraGaia

Brasilia, capital de Brasil, domingo 8 de enero de 2023: ataque a la democracia, a los Tres Poderes de la República, al Estado Democrático de Derecho.

Vandalizaron bienes públicos, dañaron un cuadro del pintor brasileño Di Cavalcanti, un crucifijo, un busto del jurista brasileño Ruy Barbosa, el “Águila de La Haya”, saquearon objetos del Senado Federal, deterioraron edificios e instalaciones del Palacio del Planalto , el Congreso Nacional y del Supremo Tribunal Federal (STF) -sede de los Tres Poderes de Brasil-, destruyeron raras obras de arte y obsequios de jefes de Gobierno y de Estado y representantes diplomáticos en el país.

Tales actos son el resultado de cuatro años de incitación al odio, golpe de Estado, irrespeto a los resultados de las encuestas, a la Constitución por parte del gobierno del anterior presidente, Jair Bolsonaro. Una minoría infame, fanática, rabiosa, demente: los “talibanes ‘patrióticos'” que aniquilan el patrimonio nacional.

La mayoría de los brasileños y votantes que acudieron a las urnas y votaron democráticamente por sus candidatos en las últimas elecciones (123 millones en la primera vuelta y 124 millones en la segunda vuelta, de los 156 millones de brasileños habilitados para votar) no aprueban los indignos actos que Brasil y las naciones del mundo presenciaron. Por cierto: gobiernos de varios países y de distintas líneas político-ideológicas condenaron de inmediato el atentado y enseguida se posicionaron a favor de proteger la democracia brasileña y legitimar el resultado de las elecciones de octubre.

Brasil tiene mucho por hacer en 2023: luchar contra el Covid-19, combatir la pobreza, reactivar la economía, fortalecer el espíritu empresarial y retomar su papel de liderazgo en los foros mundiales ambientales, climáticos, comerciales y de asuntos exteriores.

Sigamos adelante.🙏☀️🙏

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Brasilia, capital of Brazil: the attack of the ‘patriotic Taliban’

‘Bolsonaristas’ broke the windows of the National Congress, in Brasília – Photo Ton Molina, AFP – Sun 08 Jan 2023

By Antonio Carlos Teixeira, editor of the blog TerraGaia

Brasilia, capital of Brazil, Sunday, January 8, 2023: attack on democracy, on the Three Powers of the Republic, on the Democratic State of Law.

They vandalized public property, damaged a painting by the Brazilian painter Di Cavalcanti, a crucifix, a bust of the Brazilian jurist Ruy Barbosa, the “Eagle of The Hague”, looted objects from the Federal Senate, dilapidated buildings and facilities at the Planalto Palace, the National Congress and of the Federal Supreme Court (STF) – the headquarters of the Three Powers of Brazil -, destroyed rare works of art and gifts by heads of Government and State and diplomatic representatives in the country.

Such acts are the result of four years of incitement to hatred, coup d’état, disrespect for polling results, the Constitution by the government of the previous president, Jair Bolsonaro. An infamous, fanatical, rabid, insane minority: “‘patriotic’ Taliban” annihilating national heritage.

The majority of Brazilians and voters who went to the polls and voted democratically for their candidates in recent elections (123 million in the first round and 124 million in the second round, out of the 156 million Brazilians eligible to vote) do not condone the unworthy acts that the Brazil and the global nations watched. By the way: governments of several countries and different political-ideological lines immediately condemned the attack and promptly placed themselves in favor of protecting Brazilian democracy and legitimizing the result of the October polls.

Brazil has a lot to do in 2023: fighting Covid-19, fighting poverty, reactivating the economy, strengthening entrepreneurship and resuming its leading role in global environmental, climate, trade and foreign affairs forums.

Let’s move on.🙏☀️🙏

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Brasília, capital do Brasil: o ataque dos ‘talibãs patriotas’

Bolsonaristas quebraram vidraças do Congresso Nacional, em Brasília – Foto Ton Molina, AFP – dom 08 jan 2023

Por Antonio Carlos Teixeira, editor do blog TerraGaia

Brasília, capital do Brasil, domingo, 8 de janeiro de 2023: ataque à democracia, aos Três Poderes da República, ao Estado Democrático de Direito.

Depredaram patrimônio público, danificaram um quadro do pintor brasileiro Di Cavalcanti, um crucifixo, um busto do jurista brasileiro Ruy Barbosa, o “Águia de Haia”, saquearam objetos do Senado Federal, dilapidaram imóveis e instalações do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) – as sedes dos Três Poderes do Brasil -, destruíram obras de arte raras e presenteadas por chefes de Governo e de Estado e representantes diplomáticos no país.

Tais atos são fruto de quatro anos de incitação ao ódio, ao golpismo, ao desrespeito a resultados das urnas, à Constituição pelo governo do presidente anterior, Jair Bolsonaro. Uma minoria infame, fanática, raivosa, ensandecida: “talibãs ‘patriotas'” aniquiladores de patrimônios nacionais.

A maioria dos brasileiros e de eleitores que foram às urnas e votaram democraticamente nos seus candidatos nos pleitos recentes (123 milhões no primeiro turno e 124 milhões no segundo turno, dos 156 milhões de brasileiros aptos a votar) não compactua com os atos indignos que o Brasil e as nações globais assistiram. Aliás: governos de vários países e distintas linhas político-ideológicas imediatamente condenaram o atentado e prontamente se colocaram a favor da proteção da democracia brasileira e da legitimação do resultado das urnas de outubro.

O Brasil tem muito o que fazer em 2023: lutar contra a Covid-19, combater a pobreza, reativar a economia, fortalecer o empreendedorismo e retomar o protagonismo nos fóruns globais ambientais, climáticos, comerciais e de relações exteriores.

Vamos em frente.🙏☀️🙏

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COP27: EU pledges funding for African adaptation, resilience

Hopes for a loss and damage fund were being raised during the conference. Image: Peter Dejong/AP Photo/picture alliance

The EU has announced (november 16) a new fund designed to help African countries, but developing countries were hoping for the creation of a broader fund to compensate those already affected by climate change at this year’s COP.

By DW

The European Commission announced a program worth €1 billion (roughly $1 billion) to help fund climate change adaptation and resilience in Africa.

A part of the EU-Africa Global Gateway Investment Package, the program aims to improve cooperation between the EU and the African Union. It will “bring together existing and new” climate change adaptation programs, according to a European Commission press release.  

The EU said the four pillars of the project would be improving early-warning systems, developing and implementing climate “risk finance and insurance” systems, improving public sector readiness and international funding of climate adaptation projects, and more funding for data-driven risk assessment projects designed to improve responses.

The EU’s commissioner for climate affairs, Frans Timmermans, said it would be funded by the EU and governments of Germany, France, Denmark and the Netherlands, adding that other countries would be welcome to join the initiative.

Timmermans said the fund’s size was a starting point and that a small share of it, around €60 million, would be earmarked for “loss and damage” spending. 

The EU also said on Wednesday that it would “present ideas on how to bring take loss and damage negotiations forward” at the UN’s COP27 climate summit. However, this came as leading politicians diluted hopes for a broad agreement on the idea of a global fund to compensate developing countries suffering the effects of climate change in Sharm el-Sheikh this year. 

What about the talks on a global ‘loss and damage’ fund? 

One of the main issues at the summit has been the question of so-called “loss and damage” funding. This would involve wealthier nations compensating less developed countries facing the impacts of climate change despite having done comparatively little to cause it historically. 

The US and EU did allow the issue to feature on the agenda at COP27 in Egypt, but both powerhouses have also shown continued reticence on the idea. 

The Group of 77+ developing countries at the UN, alongside China, proposed the establishment of a global loss and damage fund, saying the need for one was “urgent and immediate.” 

Recently re-elected Brazilian President Luiz Inacio “Lula” da Silva also raised the issue during his speech at COP27 on Wednesday, saying “We very urgently need financial mechanisms to remedy losses and damages caused by climate change.” 

EU wants to explore other options, too: Timmermans

Timmermans, the European commissioner for climate affairs, told DW on Wednesday that the bloc favored exploring “other possible solutions” that he said might prove deliverable more quickly. 

“And we also need to talk about the conditions. Some countries want a specific fund for this, that could be a solution. We are open to that,” Timmermans said. “But we also want to explore other possible solutions because creating a fund takes many years and we want to start helping vulnerable countries now.”

The Dutch politician spoke to DW soon before taking the stage in Sharm el-Sheikh on Wednesday. He said that more flexibility was required so that funding reached places in need more quickly. 

“We need to make sure [developing countries] have access to this finance much quicker than today, because sometimes they wait for years and they can’t wait for years to rebuild their countries when they are affected by climate disasters,” he said. 

Timmermans said the EU did want there to be a “successful conclusion about loss and damage here in Sharm el-Sheikh.”

First critical responses from Sharm el-Sheikh

COP attendees from the developing world expressed disappointment to DW soon after the announcement. 

“60 million? That is nothing, and that was not an announcement,” Jerry Enoe, a member of Grenada’s COP delegation, told DW. “And the one billion also can’t do [anything]. That would probably do the administration work. It is a start but I would have preferred 60 million and a commitment to increase over the next 10 years. This is not acceptable.”

Mohammed Ibrahim, an Egyptian ecology student, said the fund was “not enough because the damage caused by the EU is way more than that.” 

What did Germany’s Baerbock say on the issue? 

German Foreign Minister Annalena Baerbock, a Greens politician, took to Twitter after the announcement, pledging to “strive for concrete means of [CO2 emission] reduction, and appeal for new financing instruments for loss and damage.” 

“The COP27 is the only global forum where we can agree on a collective bid to limit the climate crisis,” Baerbock wrote. “What’s at stake is the freedom of future generations. What’s clear is that we’re too late and that it will be difficult. What’s needed are not abstract targets, but concrete steps towards 1.5 degrees,” referring to the global target of limiting warming to 1.5 degrees Celsius against pre-industrial levels. 

Baerbock had said earlier on Wednesday that talks about loss and damage were underway but ideas were still “far apart.”

Particularly affected countries that are not responsible for the CO2 emissions of industrialized countries are right to demand compensation for damage and loss caused by climate change, Baerbock said. 

“The fact that we have now succeeded in putting this demand on the agenda of a climate conference for the first time is opening an important door, and we must now build on this,” she said.

However, “we still have a difficult road ahead of us,” Baerbock said.

msh, los/fb (AFP, AP, Reuters, dpa)

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COP27: UE compromete-se a financiar a adaptação africana e a resiliência

Esperanças de um fundo de perdas e danos estavam sendo levantadas durante a conferência
Imagem: Peter Dejong/AP Foto/picture alliance

A UE anunciou (16/11) um novo fundo destinado a ajudar os países africanos, mas os países em desenvolvimento esperavam a criação de um fundo mais amplo para compensar as pessoas já afectadas pelas alterações climáticas na COP deste ano.

Da DW

A Comissão Europeia anunciou um programa no valor de € 1 bilhão (cerca de US $ 1 bilhão) para ajudar a financiar a adaptação às mudanças climáticas e a resiliência na África.

Parte do Pacote de Investimento do Portal Global UE-África, o programa visa melhorar a cooperação entre a UE e a União Africana. Ele “reunirá programas existentes e novos” de adaptação às mudanças climáticas, de acordo com um comunicado de imprensa da Comissão Europeia.

A UE disse que os quatro pilares do projeto seriam melhorar os sistemas de alerta precoce, desenvolver e implementar sistemas de “financiamento e seguro de riscos” climáticos, melhorar a prontidão do setor público e o financiamento internacional de projetos de adaptação climática e mais financiamento para projetos de avaliação de risco baseados em dados destinados a melhorar as respostas.

O comissário da UE para assuntos climáticos, Frans Timmermans, disse que seria financiado pela UE e pelos governos da Alemanha, França, Dinamarca e Holanda, acrescentando que outros países seriam bem-vindos para se juntar à iniciativa.

Timmermans disse que o tamanho do fundo é um ponto de partida e que uma pequena parte dele, cerca de € 60 milhões, seria destinada a gastos com “perdas e danos”.

A UE também disse na quarta-feira que “apresentaria ideias sobre como levar adiante as negociações de perdas e danos” na cúpula climática COP27 da ONU. No entanto, isso ocorreu quando os principais políticos diluíram as esperanças de um amplo acordo sobre a ideia de um fundo global para compensar os países em desenvolvimento que sofrem os efeitos das mudanças climáticas em Sharm el-Sheikh este ano.

E quanto às negociações sobre um fundo global de “perdas e danos”?

Uma das principais questões da cimeira tem sido a questão do chamado financiamento de “perdas e danos“. Isso envolveria nações mais ricas compensando os países menos desenvolvidos que enfrentam os impactos da mudança climática, apesar de terem feito comparativamente pouco para causá-la historicamente.

Os EUA e a UE permitiram que a questão aparecesse na agenda da COP27 no Egito, mas ambas as potências também mostraram reticências contínuas sobre a ideia.

O Grupo dos 77+ países em desenvolvimento da ONU, ao lado da China, propôs o estabelecimento de um fundo global de perdas e danos, dizendo que a necessidade de um era “urgente e imediata”.

O recém-reeleito presidente brasileiro Luiz Inácio “Lula” da Silva também levantou a questão durante seu discurso na COP27 na quarta-feira, dizendo: “Precisamos urgentemente de mecanismos financeiros para remediar perdas e danos causados pelas mudanças climáticas”.

UE também quer explorar outras opções: Timmermans

Timmermans, o comissário europeu para assuntos climáticos, disse à DW na quarta-feira que o bloco preferia explorar “outras soluções possíveis” que, segundo ele, poderiam ser entregues mais rapidamente.

“E também precisamos falar sobre as condições. Alguns países querem um fundo específico para isso, que poderia ser uma solução. Estamos abertos a isso”, disse Timmermans. “Mas também queremos explorar outras soluções possíveis, porque a criação de um fundo leva muitos anos e queremos começar a ajudar os países vulneráveis agora.”

O político holandês falou à DW pouco antes de subir ao palco em Sharm el-Sheikh na quarta-feira. Ele disse que é necessária mais flexibilidade para que o financiamento chegue mais rapidamente aos locais em necessidade.

“Precisamos garantir que [os países em desenvolvimento] tenham acesso a esse financiamento muito mais rápido do que hoje, porque às vezes eles esperam anos e não podem esperar por anos para reconstruir seus países quando são afetados por desastres climáticos”, disse ele.

Timmermans disse que a UE queria que houvesse uma “conclusão bem-sucedida sobre perdas e danos aqui em Sharm el-Sheikh”.

Primeiras respostas críticas de Sharm el-Sheikh

Os participantes da COP do mundo em desenvolvimento expressaram decepção à DW logo após o anúncio.

“60 milhões? Isso não é nada, e isso não foi um anúncio”, disse Jerry Enoe, membro da delegação da COP de Granada, à DW. “E o bilhão também não pode fazer [nada]. Isso provavelmente faria o trabalho da administração. É um começo, mas eu teria preferido 60 milhões e um compromisso de aumentar nos próximos 10 anos. Isso não é aceitável.”

Mohammed Ibrahim, um estudante egípcio de ecologia, disse que o fundo “não é suficiente porque os danos causados pela UE são muito mais do que isso”.

O que o alemão Baerbock disse sobre o assunto?

A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, uma política dos Verdes, usou o Twitter após o anúncio, prometendo “lutar por meios concretos de redução [das emissões de CO2] e apelar para novos instrumentos de financiamento para perdas e danos”.

“A COP27 é o único fórum global onde podemos concordar com uma tentativa coletiva de limitar a crise climática”, escreveu Baerbock. “O que está em jogo é a liberdade das gerações futuras. O que está claro é que estamos tarde demais e que será difícil. O que é necessário não são metas abstratas, mas passos concretos em direção a 1,5 graus”, referindo-se à meta global de limitar o aquecimento a 1,5 graus Celsius contra os níveis pré-industriais.

Baerbock havia dito mais cedo na quarta-feira que as conversas sobre perdas e danos estavam em andamento, mas as ideias ainda estavam “distantes”.

Os países particularmente afetados que não são responsáveis pelas emissões de CO2 dos países industrializados estão certos em exigir compensação pelos danos e perdas causados pelas mudanças climáticas, disse Baerbock.

“O fato de que agora conseguimos colocar essa demanda na agenda de uma conferência climática pela primeira vez está abrindo uma porta importante, e agora devemos construir sobre isso”, disse ela.

No entanto, “ainda temos um caminho difícil pela frente”, disse Baerbock.

msh, los/fb (AFP, AP, Reuters, dpa)

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