Capital InsurTech: Munique assume a liderança europeia do Seguro Digital

Relatório InsurTech

Setembro 2017

A saída do Reino Unido da Zona do Euro (brexit) está causando mudanças também na área de tecnologia e inovação do Setor de Seguros internacional. A cidade de Londres, um dos bastiões globais do Seguro, acaba de perder para a alemã Munique a liderança da vanguarda europeia das InsurTechs.

A tomada da dianteira como cidade hotspot de InsurTech na Europa não é algo que possa causar surpresa quando se fala de Munique. Além de Cidade-Símbolo da Bavária, Munique é o coração do Indústria Seguradora alemã. Com a (aparente) perda da liderança londrina, Munique desloca-se para o olho de um furacão catalisador de pesquisas, inovações, debates e tecnologias relacionadas ao disruptivo futuro digital do Setor de Seguros.

A força da “Tempestade InsurTech Bávara” está atraindo não apenas seguradoras, mas também empresas de tecnologia, empreendedores digitais, investidores, uma enxurrada de CEOs, CIOs, CFOs, CMOs, CDOs e uma gama de ávidos executivos e empresários, todos dispostos e ávidos por atualização e adequação a conceitos, nomenclaturas e “ecossistemas” gerados pela Era das InsurTechs e startups de seguro digital globais. E não é para menos: olha só.

Investidores: 50 empresas de capital de risco e private equity

A região de Munique possui um excelente acesso ao financiamento de inúmeros business angels, empresas de capital de risco, programas de empreendimentos corporativos e subsídios públicos.

Governos incentivam ambiente inovador

Os governos local, estadual e federal aprimoram a vantagem competitiva da região, criando um ambiente inovador para empresas em todas as etapas.

Tech-Companies: gigantes oferecem parcerias

Microsoft, Amazon e IBM, as Tech-Companies, encontraram sua base em Munique e estão complementando modelos comerciais de empresas e de seguradoras, assumindo funções que vão desde parceiros para a fabricação de equipamentos a provedores de tecnologia para investidores.

Geração de conhecimento: 24 universidades e 16 institutos de pesquisa e desenvolvimento

Universidades renomadas, bem como institutos de pesquisa aplicada, impulsionam o desenvolvimento tecnológico, criando o terreno fértil e necessário para desencadear modelos e ideias de negócios alternativos.

Múltiplas Startups e 18 incubadoras / aceleradoras

As startups já se constituem a força impulsionadora da inovação tecnológica no Negócio de Seguros em Munique, agilizando a digitalização dos processos corporativos para melhorar a experiência global dos clientes e a eficiência da indústria.

A força das Corporações: 20 empresas já se posicionaram na região

Os modelos de negócios inovadores estão sendo são ativamente apoiados por líderes globais e players locais especializados no Setor de Seguros, bem como por líderes de mercado de indústrias associadas ao segmento, como automotiva, saúde e TI.

InsurTech Hub Munich

Bem-vindo ao epicentro do negócio de seguros digitais” é a “call-to-action” da InsurTech Hub Munich <https://www.insurtech-munich.com/>.

A plataforma se define como “um vibrante ecossistema” formado por startups, parceiros corporativos, investidores e instituições de pesquisa. Combina experiência com espírito empreendedor, mantendo uma visão global e alcance internacional.

A InsurTech Hub Munich tem planos pra lá de ambiciosos: a plataforma quer moldar o futuro do seguro global por meio do desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras no Setor de Seguros e pela quebra de paradigmas que impedem o avanço do segmento em nível internacional.

Para seguir nesta empreitada, a InsurTech Hub Munich já tem 17 parceiros, entre eles as gigantes do mercado Allianz, Generali e Munich Re.

Meetup: a comunidade digital de InsurTech e FinTech

Meetup FinTech/InsurTech <https://www.meetup.com/pt-BR/Muenchen-FinTech-und-InsureTech-Meetup/?_cookie-check=DcArlOai5-ydgCuQ é uma comunidade criada em Munique para reunir todos os entusiastas de FinTechs e InsurTechs. Nesse vanguardista ambiente digital, discute-se inovações, tendências, investimentos, oportunidades e muita troca de experiências e interações vindas dos apaixonados pelos dois segmentos.

Werk1 (W1)

Uma plataforma que ajuda empreendedores a iniciar uma revolução na Indústria de Seguros. Assim se define a Werk1 (W1) <http://werk1.com>.

A incubadora digital de Munique é líder no desenvolvimento de programas e na aceleração de startups InsurTechs de qualquer parte do mundo. Conta com a parceria das robustas seguradoras Allianz, ARAG, die Bayerische, Generali, HUK-Coburg, LV1871, Munich Re, Nürnberger, Swiss Re, VKB e WWK.

DIA – Digital Insurance Agenda, 15 e 16 de novembro de 2017

Espere no palco do Digital Insurance Agenda (DIA) <http://www.digitalinsuranceagenda.com/dia-munich/> uma mistura perfeita de startups frenéticas, inovações disruptivas, tecnologias e um espetáculo de som, luzes e cores dignas daquelas que só vemos dedicadas a celebridades do show business! Mas o business aqui é outro! O core será InsurTech e inovação no seguro nas áreas de property, acidentes, saúde e seguro de vida.

Serão discutidas soluções inovadoras para novos fluxos de receita, subscrição, fidelidade de clientes, IoT, APIs, wearables, dispositivos móveis, telemática, etc.

No palco do DIA serão apresentadas mais de 50 “InsurTech Experiences”, com a participação de 9 Keynotes e cerca de 850 participantes vindos de 40 países e 6 continentes, que compartilharão as suas opiniões e ideias sobre o futuro e as estratégias digitais da Indústria de Seguros global.

Apesar desse turbilhão de eventos de InsurTech ocorrendo em Munique, influenciadores como Janthana Kaenprakhamroy, da startup Insurtech Tapoly, ainda se mantêm esperançosos de que Londres retome da cidade alemã a coroa do seguro digital europeu.

Pode ser. E que essa disputa entre ingleses e alemães seja capaz de gerar mais soluções inovadoras e disruptivas para o Novo Mundo do Seguro Digital Global.

Relatório InsurTech: Análise, redação e edição:

Antonio Carlos Teixeira

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Clipping InsurTech: seguro, tecnologia e inovação

Clipping InsurTech: informações sobre novidades digitais, tecnologias, startups e inovação no Setor de Seguros Global.

Edição e Redação: Antonio Carlos Teixeira

Período: 06 a 13\10\2017.

Conteúdo em português, espanhol e inglês.

01

Briga entre Fenacor e Youse termina, aparentemente, com final feliz para o corretor de seguros

http://www.sonhoseguro.com.br/2017/10/briga-entre-fenacor-e-youse-termina-aparentemente-com-final-feliz-para-o-corretor-de-seguros/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+sonhoseguro+%28Sonho+Seguro%29

Denise Bueno

Sonho Seguro (São Paulo, Brasil)

13\10\2017

Aparentemente, parece ter chegado ao fim a guerra entre a Federação Nacional dos Corretores (Fenacor) e a Youse dado o tom dos discursos dos executivos Armando Vergilio, líder dos corretores, e João Silveira, CEO da Wiz, em coletiva realizada nesta sexta-feira. “A Susep indeferiu o pedido da Youse para atuar como seguradora”, garantiu Armando Vergilio. Vale recapitular. A briga foi estampada nas mídias brasileiras e protocolada na Justiça e no órgão regulador. A Youse é uma insurtech da Caixa Seguradora e priorizou, na campanha de lançamento, o mote de desvalorizar a profissão do corretor de seguros. O intuito era mostrar que a plataforma de venda digital permite a contratação pelo próprio consumidor em apenas alguns minutos.

02

Insurtech: can peer-to-peer insurance really work?

https://www.verdict.co.uk/insurtech-can-peer-to-peer-insurance-really-work/

Verdict (London, UK)

Verdict

13\10\2017

The business was formed in 2013, an early entrant into the UK insurtech scene which has only become established in the last few years. It grouped customers together, who pooled premiums and received refunds if any capital remained unclaimed at the end of the year. It also created an app that collected data from the scene of an accident.

03

Insurtech Mobile-Based Auto Insurer Root Expands into Utah

http://www.insurancejournal.com/news/west/2017/10/13/467397.htm

Insurance Journal (San Diego, USA)

Insurance Journal

13\10\2017

Root Insurance has expanded its services to drivers in Utah. Root, which is now operating in Illinois, Oklahoma, Indiana, Ohio and Arizona, asserts that drivers can save up to 52 percent by using Root’s data-driven approach, which bases rates primarily on individual driving behavior. The firm says by leveraging mobile tools and data analysis to review drivers’ driving behavior and existing personal data, it can set individual rates that are ultimately fairer to drivers.

04

Bankia se consolida como polo de innovación ‘fintech’

http://www.eleconomista.es/empresas-finanzas/noticias/8669436/10/17/Bankia-se-consolida-como-polo-de-innovacion-fintech.html

El Economista (Madrid, España)

El Economista

12/10/2017

La inmersión de la tecnología en el mundo de las finanzas es una realidad. Bajo la denominación fintech se encuadran aquellas empresas de servicios financieros que emplean la tecnología para innovar en servicios y productos. La Asociación Española de Fintech e Insurtech estima que en España operan 215 de estas compañías, que dan empleo a 2.000 personas. El potencial es grande: se estima que en todo el mundo hay unas 15.000 compañías de este tipo. Bankia ha decidido impulsarlo con un proyecto que busca digitalizar la banca: Bankia Fintech by Innsomnia.

05

Insurtech CoverWallet Secures $18.5 Million to Expand Small Business Insurance Platform

http://www.insurancejournal.com/news/national/2017/10/12/467273.htm

Insurance Journal (San Diego, USA)

Insurance Journal

12\10\2017

Digital business insurance agency CoverWallet said it has closed a $18.5 million Series B funding round led by Foundation Capital with participation from existing investors Union Square Ventures, Index Ventures, CV Starr and Two Sigma Ventures. The firm uses analytics and state of the art technology to customize and simplify, or in its words “democratize,” the purchase of insurance by small businesses. Its carrier partners include Liberty Mutual, CNA, Starr, Guard, Hamilton, Markel, Employers, Travelers, Progressive, Hiscox and Atlas.

06

InsurTech could help push ILS insurance expansion

http://www.trading-risk.com/insurtech-could-help-push-ils-insurance-expansion

Trading Risk (London, UK)

Trading Risk

12\10\2017

InsurTech initiatives that help compress the (re)insurance risk transfer value chain could give ILS players more access to consumer lines markets, according to Matt Streisfeld, a principal at investment fund Oak HC/FT.

07

Root Insurance Expands Insurtech Platform in the U.S.

https://www.crowdfundinsider.com/2017/10/123126-root-insurance-expands-insurtech-platform-u-s/

Samantha Hurst

Crowdfund Insider (Beachwood, USA)

12\10\2017

Car insurance company Root Insurance announced on Thursday it is expanding its services to drivers in Illinois, Utah, Oklahoma, and Indiana. Founded in 2015, the Ohio-based insurtech company claims to be the first insurance firm that was founded on the “principle of fundamental fairness.” It has created personalized products that give good drivers the protection they deserve. “At Root we only insure good drivers, and that is why our rates are always fair. Unlike other insurance companies, we do not bundle good drivers with bad drivers. Instead, we use data science to find and reward good drivers with the best rates.”

08

Corretores no InsurTech Connect 2017, em Las Vegas

http://jrscomunicacao.com/2017/10/11/corretores-no-insurtech-connect-2017-em-las-vegas/

Revista JRS (Porto Alegre, Brasil)

Revista JRS

11\10\2017

O diretor do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), Amilcar Vianna, foi um dos representantes do mercado de seguros brasileiros na InsurTech Connect 2017, maior encontro sobre tecnologia voltada para o setor de seguros do mundo. O evento aconteceu em Las Vegas, nos Estados Unidos, entre 2 e 4 de outubro. “Estar em contato com o que há de mais novo em termos de inovação no mercado mundial foi um privilégio”, afirma.

09

Intelligent InsurTECH Europe 2017

https://www.intelligentinsurer.com/article/photos-from-intelligent-insurtech-europe-2017

Intelligent Insurer (Bromley, UK)

Intelligent Insurer

11\10\2017

A selection of photographs from Intelligent InsurTECH Europe 2017 which took place in London on October 3rd, 2017. On October 3rd, Intelligent Insurer hosted the second Intelligent InsurTECH Europe event in London at 155 Bishopsgate etc. venues in the heart of the city. Building on the success of last years’ event, the 2017 programme was significantly bigger than before. With over 300 attendees, 100 speakers, breakout sessions, roundtables, start-up pitches and of course networking opportunities, this was an unmissable event for the who’s who of the European insurtech industry.

10

Executivos da Segurize participam da ITC 2017, nos EUA

http://www.segs.com.br/seguros/85772-executivos-da-segurize-participam-da-itc-2017-nos-eua.html

Portal Nacional de Seguros (São Paulo, Brasil)

VTN Comunicação (Rio de Janeiro, Brasil)

10\10\2017

As formas como a tecnologia pode agregar ao dia a dia dos corretores de seguros estiveram entre os diversos temas abordados durante a InsureTech Connect 2017, que aconteceu em Las Vegas, nos Estados Unidos, entre 2 e 4 de outubro. Um exemplo de como essa combinação pode funcionar é o Segurize, plataforma online de indicações de potenciais clientes de seguros aos corretores. Os criadores da insurtech, Keyton Pedreira e Renato Cordeiro, fizeram parte do seleto grupo que representou os executivos brasileiros na ITC 2017. Para Pedreira, o evento foi uma oportunidade única de aprender com empreendedores de países em fases mais avançadas do processo da transformação tecnológica vem ganhando força no Brasil desde o último ano. “Um ambiente como o da conferência nos permite vislumbrar futuras parcerias e projetos, pensando sempre em soluções cada vez mais personalizadas e práticas para o mercado de seguros”, diz o executivo.

11

Insuretech Connect 2017: o que vi, ouvi e apreendi (Artigo)

http://www.sonhoseguro.com.br/2017/10/artigo-insuretech-connect-2017-o-que-vi-ouvi-e-apreendi/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+sonhoseguro+%28Sonho+Seguro%29

Marcelo Blay

Sonho Seguro (São Paulo, Brasil)

10\10\2017

(…) Por mais verossímil que seja acreditar que a tecnologia resolverá todos nossos problemas – e realmente, há uma gama de soluções incríveis com o apoio da tecnologia – pude confirmar nesta enorme conferência para 3.800 pessoas o que acredito piamente: o ser humano deve estar no centro do que fazemos. O foco no cliente e o atendimento humanizado continuam sendo fatores críticos de sucesso de qualquer organização. A tecnologia não deve ser vista como um fim em si mesma, mas como um suporte ao aprimoramento dos produtos e serviços. O cliente quer ter suas necessidades atendidas, independente da tecnologia empregada. Na busca das maravilhas que podemos conquistar por meio do uso de tecnologia, as principais tendências observadas no evento estão ligadas à coleta e ao uso de grandes bases de dados. Temos uma proliferação absurda de sensores capazes de capturar uma quantidade brutal de dados a respeito de tudo: como e quando dirigimos nossos carros, avaliações completas de nossas casas, sensores de presença, monitoramento de condições de saúde em tempo real, etc. Falou-se sobre inteligência artificial (AI – Artificial Intelligence e ML – Machine Learning), mas ainda não há nada muito concreto a esse respeito do que já tenha sido colocado em prática na indústria de seguros. No entanto, fica claro que, tanto as grandes seguradoras quanto as start-ups, estão em busca de formas de uso comercial deste tipo de tecnologia (AI e ML), pois nota-se que existem diversos testes e pilotos em andamento nas mais diversas frentes, principalmente às ligadas à subscrição de riscos e prevenção de sinistros.

12

Diretor do CCS-RJ representa corretores no InsurTech Connect 2017, em Las Vegas

http://www.segs.com.br/seguros/85774-diretor-do-ccs-rj-representa-corretores-no-insurtech-connect-2017-em-las-vegas.html

Portal Nacional de Seguros (São Paulo, Brasil)

VTN Comunicação (Rio de Janeiro, Brasil)

10/10/2017

O diretor do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), Amilcar Vianna, foi um dos representantes do mercado de seguros brasileiros na InsurTech Connect 2017, maior encontro sobre tecnologia voltada para o setor de seguros do mundo. O evento aconteceu em Las Vegas, nos Estados Unidos, entre 2 e 4 de outubro. “Estar em contato com o que há de mais novo em termos de inovação no mercado mundial foi um privilégio”, afirma. Ele destaca que a tecnologia tem tudo para otimizar os trabalhos de consultoria e venda realizados pelos corretores de seguros, e que seu papel diante das transformações geradas pelo “boom” das insurtechs foi discutido durante a conferência. “Foram apontados caminhos para unir a relevância da atuação desses profissionais aos avanços em curso”, diz Vianna.

13

Coverfy capta 3,5 millones de euros para potenciar su tecnología

https://www.kippel01.com/empresa/coverfy-capta-35-millones-de-euros-para-crecer-en-espana.html

Kippel01 (Barcelona, España)

Kippel01

09\10\2017

Los seguros cobran fuerza en el sector digital. Coverfy, plataforma para gestionar seguros desde el smartphone, ha cerrado una ronda de financiación Serie A de 3,5 millones de euros con la que la empresa impulsará su crecimiento y desarrollo tecnológico. La ronda, liderada por el fondo K Fund, y en la que han participado Seaya Ventures y Sabadell Venture Capital, le permite a la insurtech ganar músculo un año después de su fundación. “Queremos desarrollar más toda la parte de big data y machine learning, además de seguir desarrollando toda la lógica de inteligencia artificial y chatbot para intentar automatizar al máximo el proceso de contratación y optimización de las pólizas de nuestros clientes”, han asegurado desde la empresa a Kippel01.

14

Empreendedor do mercado de seguros explica o que procurou no ITC 2017

http://www.segs.com.br/seguros/85624-empreendedor-do-mercado-de-seguros-explica-o-que-procurou-no-itc-2017.html

Ivan Netto, CQCS (São Paulo, Brasil)

Portal Nacional de Seguros (São Paulo, Brasil)

09\10\2017

Os executivos das grandes seguradoras e os Corretores de Seguros não são os únicos representantes do mercado de seguros brasileiro na InsureTech Connect 2017, que aconteceu esta semana, em Las Vegas, nos Estados Unidos. A delegação do Brasil conta com perfis variados de profissionais, incluindo um bom número de empreendedores e inovadores do setor, que já começam a transformar o cenário nacional. É o caso de Marcelo Torres, da Kakau Seguros, plataforma digital de seguros que utiliza tecnologia de Inteligência Artificial e Big Data a fim de promover uma experiência inovadora aos seus usuários oferecendo produtos mais práticos e econômicos. “Utilizamos Inteligência Artificial em toda a jornada do usuário, desde a compra do produto até a abertura do sinistro, mesmo na hora do envio de documentação”, conta Torres. O empreendedor define a InsureTech Connect 2017 como um marco na história da Kakau Seguros. “Participamos de um grande evento nacional, o InsurTech Brasil, que marcou o início desse ecosistema de insurtechs no País.

15

Expect a big surge in consumer usage of Insurtech

https://which-50.com/expect-big-surge-consumer-usage-insurtech/

Which-50 (Sydney, Australia)

Which-50

09\10\2017

The number of home insurance policies utilising Insurtech will exceed 86 million globally by 2022, up from an estimated 60 million in 2017. This growth will average 7.5 per cent per annum, as the integration of smart home technologies and AI underwriting systems takes hold in the insurance market. The new research, Insurtech: Market Readiness, Forecasts & Key Vendors 2017-2022, found that personal broking apps such as Brolly and Sherpa will be utilised by customers to manage their insurance coverage with minimum effort, streamlining the insurance process.

16

Startup de insurtech capta £27 milhões em rodada liderada pela Rakuten

https://conteudo.startse.com.br/startups/elena/startup-de-insurtech-capta-27-milhoes-em-rodada-liderada-pela-rakuten/

Elena Costa

StartSe (São Paulo, Brasil)

06\10\2017

A startup de insurtech PremFine captou £27 milhões em uma rodada de investimentos liderada pela Rakuten Capital, o braço de investimentos da firma japonesa Rakuten. A empresa já tem planos para o dinheiro. Em seu release a companhia afirma que o capital captado será utilizado para expandir a companhia em outros mercados e atender a grande demanda do Reino Unido. E que “a participação de investidores de Toronto a Tóquio nesta rodada mostra as grandes futuras oportunidades para PremFine”. O objetivo da empresa é tornar a compra de seguros mais acessível para os consumidores, eliminando a taxa fixa de montante, e oferecer aos corretores software-como-serviço (SaaS) autônomo e branco, promovendo, assim, a inclusão financeira no setor de seguros, além de otimizar e personalizar o serviço.

17

6th FinTech Innovation Forum Singapore, October 12 2017

https://www.questexevent.com/FinanceTechInnovation/2017/singapore

Fintech Innovation (Tai Hang, Hong Kong))

Fintech Innovation

Unprecedented mobility; Unprecedented connectivity; Unprecedented computing power. These are the three factors that characterize the fintech industry in Singapore, Hong Kong and in the region. As regional financial regulators are committing millions to promote the development of the FinTech industry, more collaborations and knowledge sharing are crucial to accelerate the innovation.

18

Insurtech: Market Readiness, Forecasts & Key Vendors 2017-2022 (Research)

https://www.juniperresearch.com/researchstore/fintech-payments/insurtech/market-readiness-forecasts-and-key-vendors

Juniper Research

Register is required

Juniper’s Insurtech research provides a detailed analysis of how advancing technologies, including AI and consumer telematics, are catalysing the insurance market to rapid adoption of Insurtech. It analyses trends and emerging business models in the sector, with an attendant regional analysis of readiness for Insurtech deployment. Based on these elements, the research suite identifies recommendations for key stakeholders in the industry to inform strategic planning.

The research includes:

. Market Trends & Opportunities (PDF); 5 Year Market Sizing & Forecast Spreadsheet (Excel);

. Analysis of Insurtech Segment Suitability: Investigates key current and emerging technologies for Insurtech, how they are being deployed in each insurance segment and how suitable they are for further deployment and growth;

. Key Insurtech Player Analysis: Analysis of the key players driving the Insurtech industry forward, their product offerings and future strategies, encompassing the following: Juniper Disruptors & Challengers Quadrant; Analysis of key players’ footing for future growth;

. Regional & Sector Analysis: Understand the key markets for Insurtech and how prepared each market is for Insurtech deployment. Includes analysis of: Business models present in the segment, including direct selling and digital broking; Analysis of the impact of increasing market regulation; Key drivers and constraints influencing the sector; Strategic recommendations for stakeholders in this space;

. Benchmark Industry Forecasts for size and growth of the Insurtech market, broken down by: Total Global Insurance Market; Consumer Insurance Telematics; Home Insurance; Life Insurance.

Juniper’s Insurtech forecast suite includes: Country level data splits for: Canada, UK, US, France, Germany, Brazil, Mexico, plus 8 key global regions.

Data splits by Insurance Segment: Global Insurance Market; Consumer Insurance Telematics; Home Insurance; Life Insurance.

. Access to the full set of forecast data of 80 tables and over 9,600 data points.

19

BakerHostetler’s 2016 Data Security Incident Response Report

https://bakerlaw.com/files/uploads/Documents/Privacy/2016-Data-Security-Incident-Response-Report.pdf

BakerHostetler (Cleveland, USA)

BakerHostetler

As businesses are spending millions of dollars on technology and software to protect themselves from cybercrimes, they may be missing a leading cause of cybercrime by not investing their money in training their own employees. Human error is the leading cause of cybercrimes, according to BakerHostetler’s 2016 Data Security Incident Response Report. Some of the most prominent companies learned that all too well in the last calendar year, as costly mistakes by their employees left their business vulnerable to hacks.

FIM

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What will the smart city of the future look like?

From Wiser

Since the very first cities began to emerge over ten thousand years ago, cities such as New York, Dubai and Tokyo are now at the centre of the revolution of city life.

These very cities are now innovation hubs and are developing quickly into smart cities. The number of smart cities around the world is expected to grow exponentially over the next few years and by 2050, 70 per cent of the world’s population will be living in smart cities.

Do you ever wonder just how long it will be until your city is filled with extraordinary and innovative technology?

Drayton have created an interactive graphic that will tell you just that. Simply enter your age and the piece will reveal what you could see come to a city near you from as soon as 2019.

 

 

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Reciclagem: 8 dicas de como separar papel e plástico

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A caminho da Sociedade Digital e Descarbonizada: a comunicação corporativa e institucional nas relações com o novo cidadão-consumidor

Por Antonio Carlos Teixeira

As inovações tecnológicas têm impulsionado corporações e instituições a criar novos modelos de negócio com o desafio de aumentar os seus investimentos em tecnologias capazes de aprimorar os processos de comunicação corporativa e institucional voltados para o relacionamento, não apenas com os seus clientes, mas com todos os cidadãos da sociedade global. Neste sentido, a comunicação pode atuar no incentivo à transição para uma sociedade baseada em uma economia de baixo carbono. Igualmente é fundamental que a comunicação corporativa/institucional seja baseada em ações de prevenção e de estímulo aos sentidos de percepção e de intuição que apontem caminhos para a construção de uma sociedade global descarbonizada.

O foco agora é sedimentar uma comunicação capaz de receber, com maior agilidade, o feedback de um novo universo de clientes, os “cidadãos-consumidores”, para perceber e entender as mudanças nas suas atitudes, motivá-los à interação e, ao mesmo tempo, inovar em soluções digitais por meio de projetos que contribuam para a elevação da eficiência operacional, aprimoramento da gestão e do valor da marca e fortalecimento dos negócios e que siga na sedimentação da era de baixa emissão de carbono.

A prática da comunicação para a economia descarbonizada a caminho da economia do bem comum é fator-chave para o alcance do estado da sustentabilidade em suas dimensões humana e natural e a promoção de uma mudança de hábitos de consumo, produção e cultura. Tais mudanças nos levarão ao encontro de pensamentos e práticas que associam uma outra lógica de globalização econômica, baseada em conceitos de responsabilidade, solidariedade, respeito e equilíbrio nas relações com todas as sociedades, comunidades e coletivos do planeta. Em uma palavra: diversidade.

A comunicação corporativa e institucional precisa ficar atenta ao comportamento e ao perfil tanto do seu cidadão-consumidor quanto dos seus potenciais e futuros clientes. Os Integrantes de boa parte da Geração Y (nascidos entre o início dos anos 80 e meados dos 90) e de toda a Geração Z (da metade da década de 90 até 2010) mal acessam contas de e-mail e fazem (quase) tudo pelo smartphone. Serão eles os protagonistas da era que o CEO da Space Time Analytics Juan Carlos Castilla-Rubio chama de Quarta Revolução Industrial. Na palestra de encerramento do II Encontro de Sustentabilidade e Inovação do Setor de Seguros (CNseg, Rio de Janeiro, 8 de junho), Castilla-Rubio, membro do World Future Council do World Economic Forum, ressaltou a importância do estímulo à criação de ideias inovadoras e apontou a tecnologia e os incentivos à inovação como caminhos inevitáveis para a renovação dos negócios em todos os setores da economia internacional.

A prática de uma comunicação corporativa/institucional que incentive ações inovadoras e que privilegiem a transição para economia de baixo carbono deve ser encarada como uma evolução do ser humano, um passo à frente em benefício dele próprio e das gerações futuras. Tal ação passa pela sensibilização a respeito da importância de ações ligadas à preservação e conservação do meio ambiente e da adequada utilização dos recursos naturais, que, sem dúvida, influenciam o estado de bem-estar da atual e das futuras gerações.

Numa sociedade cada vez mais inovadora, digitalizada e conectada, o desenvolvimento de estratégias de comunicação e de relacionamento é fator fundamental para atender os consumidores nas suas necessidades e, ainda, entender os significados e os valores dos seus processos de interação pessoal, profissional e social. A chave para decodificar esse neocomportamento do cidadão contemporâneo é ampliar a percepção sobre o uso e o “relacionamento” dos consumidores com os seus dispositivos móveis. Por meio dessa tecnologia, agilizamos as nossas formas de trabalho, comunicação, relacionamento, produção, compra, venda, divulgação, pesquisa, capacitação, lazer e geração de renda. Em casa, no transporte (público ou privado), no espaço urbano, no local de trabalho: a internet móvel está em todos os lugares! E, já já, as “tecnologias vestíveis” (wearables) também estarão.

A comunicação da transição para a sociedade de baixo carbono é aquela que promove, explica e detalha as definições, usos, utilidades e benefícios da inclusão de fontes de energia e produção renováveis com mínima geração de poluentes e impactos ambientais. Uma prática que promove a discussão da temática ambiental e suas correlações com aspectos relacionados a desenvolvimento, sustentabilidade, saúde, consumo, produção, cidadania, educação, conservação e preservação dos recursos naturais. É a chave para que lembremos sempre da nossa essência espiritual e dimensão orgânica. É meio que possibilita localizar e reterritorializar todos os seres do planeta como integrantes de uma mesma lógica interna de convivência, fundamentada em parâmetros como copresença, vizinhança, intimidade, emoção, cooperação, socialização e contiguidade.

tecnologia digital: grande aliada da comunicação corporativa e institucional

Essa busca pelo entendimento sobre qual seria o melhor caminho para ampliar a interação digital com os clientes tem levado corporações e empresas a investir nos chamados “bots”, tecnologia robótica de comunicação e relacionamento que utiliza inteligência artificial (IA). A meta é aprimorar a experiência do cliente com serviços personalizados e automatizados e resolver problemas com maior agilidade. Não há dúvida de que a inteligência artificial vai transformar completamente o relacionamento entre empresas e cidadãos-consumidores nos próximos dez anos.

O debate sobre a economia digital e descarbonizada envolve nações ricas e pobres, desenvolvidas e subdesenvolvidas, do norte e do sul do Planeta. Expressa convicções e preocupações a respeito da relação que temos hoje com os recursos naturais e o que pode resultar dessa interação no futuro. Neste sentido, a comunicação é meio que pode nos levar a enxergar soluções baseadas no conceito do bem comum e nos auxiliar numa mudança de atitudes para reduzir o consumismo desenfreado e fortalecer a prática da cidadania planetária.

Na transição para a sociedade digitalizada e de baixo carbono, a comunicação corporativa e institucional pode – e deve – aproveitar as cada vez mais diversas e inovadoras opções de conexão à internet para ampliar formas de contato e de relacionamento. Mas não só. Temos também a oportunidade de, justamente, ampliar atitudes conscientes e críticas que valorizam modos de produção e consumo que incentivam ações de bom senso e práticas do bem comum.

O que se espera é que as tecnologias digitais sejam percebidas como uma grande aliada da comunicação corporativa e institucional e que nos auxiliem na compreensão sobre como o uso de smartphones, tablets e outros gadgets está mudando o comportamento do cidadão e a sua maneira de se relacionar na sociedade contemporânea. Somos, agora, um neoconsumidor que utiliza os seus dispositivos móveis para interagir nas redes sociais, fazer compras e compartilhar ideias sobre cultura, cidadania, respeito, educação, diversidade, convivência e modos de produção e de consumo em sintonia com os anseios de uma economia de baixa emissão de carbono e fincada no uso de energias de matriz renovável.

Não há dúvida de que corporações e instituições estão atentas a este novo ciclo, que desponta como uma ótima oportunidade para o investimento em pesquisas de comportamento e no desenvolvimento de tecnologias que ofereçam novos canais de interação com os cidadãos-consumidores. Neste novíssimo cenário, todos nós seremos beneficiados: uma sociedade digital e descarbonizada, sob a égide de uma comunicação corporativa e institucional que privilegia uma relação efetiva e eficaz com o engajado, digital e consciente cidadão-consumidor do século 21.

E você? O que acha? O foco em produtos e serviços que valorizem o cliente como um cidadão e não apenas como um consumidor deve ser a estratégia principal das empresas e corporações nas suas formas de relacionamento? Deixe um comentário. Gostaria muito de ouvir a sua opinião a respeito.

Felicidades, sucesso, tudo de bom.

Antonio Carlos Teixeira
Gestor de Comunicação e Sustentabilidade, Assessor Executivo Estratégico de transição corporativa para economia de baixo carbono, editor do blog TerraGaia

 

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O Consumidor 3.0 e a Comunicação do Marketing Digital

O foco das empresas agora é sedimentar uma comunicação capaz de receber com maior agilidade o feedback de um novo universo de potenciais segurados, perceber e entender as mudanças nas suas atitudes, motivá-los à interação e, ao mesmo tempo, buscar novas soluções por meio de projetos que contribuam para a elevação da eficiência operacional, aprimoramento da gestão, do valor da marca e fortalecimento dos seus negócios.

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O Seguro em Movimento: comunicação, tecnologia e sustentabilidade na transição para a sociedade de baixo carbono

“When one door is closed, many more is open.” (Bob Marley)

 

Por Antonio Carlos Teixeira

O Setor de Seguros movimenta-se e, cada vez mais, aumenta os seus investimentos em tecnologias capazes de aprimorar os processos de comunicação e de relacionamento, não apenas com os seus clientes, mas com todos os cidadãos da sociedade global. O foco agora é sedimentar uma comunicação capaz de receber com maior agilidade o feedback de um novo universo de potenciais segurados, perceber e entender as mudanças nas suas atitudes, motivá-los à interação e, ao mesmo tempo, buscar novas soluções por meio de projetos que contribuam para a elevação da eficiência operacional, aprimoramento da gestão, do valor da marca e fortalecimento dos negócios de um dos setores-chave da economia e que tem um papel de destaque na sedimentação dos nossos caminhos rumo a uma era de baixa emissão de carbono.

As inovações tecnológicas têm impulsionado a criação de novos modelos de negócios no Setor de Seguros. Talvez estejamos presenciando (e participando) de uma das maiores mudanças na Indústria de Seguros mundial, que começa a consolidar um ambiente inovador com a participação de startups do setor voltadas para o desenvolvimento de plataformas mobiles digitais (Insurtechs, que receberam financiamentos de US$ 3,1 bilhões em 2015) e as gigantes de tecnologia Google, Apple, Facebook, Amazon e Alibaba (ou GAFAA), que também estão investindo neste mercado devido ao grande potencial digital que o Seguro possui. O informe “InsurTech Outlook 2016”, da empresa Everis, aponta que o interesse das GAFAAs no mercado de seguros internacional não é por acaso: são corporações que detêm um robusto banco de informações de clientes, vigorosa capacidade de processamento de grandes volumes de dados e estão dispostas a investir em tecnologias como Big Data e na chamada “Internet das Coisas” (IoT, do inglês Internet of Things).

Numa sociedade cada vez mais conectada, o desenvolvimento de estratégias de comunicação e de relacionamento é fator fundamental para atender os consumidores nas suas necessidades e entender os significados e os valores dos seus processos de interação pessoal, profissional e social. E a chave para decodificar esse neocomportamento do cidadão contemporâneo é ampliar a percepção sobre o uso e o “relacionamento” dos consumidores com os seus dispositivos móveis.

Neste sentido, o relatório “InsurTech: a golden opportunity for insurers to innovate”, da PWC, detectou os três maiores fatores que estão conduzindo a transformação do modelo de negócio do mercado de seguros: expectativas do cliente; ritmo de inovação; e startups.

Essa busca pelo entendimento sobre qual seria o melhor caminho para ampliar a interação digital com os clientes tem levado as seguradoras a investir nos chamados “bots”, tecnologia robótica de comunicação e relacionamento que utiliza inteligência artificial (IA). O estudo da consultoria Accenture “Technology Vision for Insurance 2017”, realizado com executivos de 31 países, aponta que as seguradoras estão utilizando IA para capacitar agentes, corretores e colaboradores, de forma a, por exemplo, aprimorar a experiência do cliente com serviços personalizados e automatizados e resolver problemas com maior agilidade. Apesar das dificuldades de integração e de inserção da IA com as demais tecnologias existentes, 75% dos executivos entrevistados disseram que a inteligência artificial vai transformar ou alterar completamente a Indústria de Seguros nos próximos três anos.

É isso que também mostra o novo estudo da Swiss Re “Technology and insurance: themes and challenges”. De acordo com o documento, após um início lento, as seguradoras começam a responder às implicações da transformação digital. Muitas companhias já se posicionam investindo em startups, especialmente aquelas focadas na distribuição.

Participação das Seguradoras nas Startups de Insurtechs

Fonte: Everis, Informe InsurTech Outlook 2016

Executivos do setor e especialistas em tecnologia digital já perceberam que o Seguro passa por uma transformação importante, que envolve rentabilidade, comunicação, relacionamento, colaboração, integração e conexão. A percepção é de que o produto seguro pode (e deve) ser totalmente inserido no conceito de IoT. O estudo da consultoria norte-americana IDC “Internet of Things Spending Guide Review” aponta que o mercado de IoT alcançará cerca de US$ 1,3 trilhão, em nível mundial, em 2020. A Sociedade da Internet Móvel veio para ficar! Por meio dessa tecnologia, agilizamos as nossas formas de trabalho, comunicação, relacionamento, produção, compra, venda, divulgação, pesquisa, capacitação, lazer e geração de renda. Em casa, no transporte (público ou privado), no espaço urbano, no local de trabalho: a internet móvel está em todos os lugares! E, já já, as “tecnologias vestíveis” (wearables) também estarão.

O Setor precisa ficar atento ao comportamento e ao perfil do seu consumidor e dos potenciais e futuros clientes da Indústria de Seguros. Os Integrantes de boa parte da Geração Y (nascidos entre o início dos anos 80 e meados dos 90) e de toda a Geração Z (da metade da década de 90 até 2010) mal acessam contas de e-mail e fazem (quase) tudo pelo smartphone. Serão eles os protagonistas da era que o CEO da Space Time Analytics Juan Carlos Castilla-Rubio chama de Quarta Revolução Industrial. Na palestra de encerramento do II Encontro de Sustentabilidade e Inovação do Setor de Seguros (CNseg, Rio de Janeiro, 8 de junho), Castilla-Rubio, membro do World Future Council do World Economic Forum, ressaltou a importância do estímulo à criação de ideias inovadoras e apontou a tecnologia como caminho inevitável para a renovação do negócio do Seguro.

Impactos da Excelência Tecnológica sobre a Cadeia de Valor do Seguro

Fonte: Everis, Informe InsurTech Outlook 2016

Uma das vias renovadoras do Mercado é, sem dúvida, a mobilidade urbana. As transformações que estão em curso nesta área já nos levam a imaginar qual será o papel do Seguro, por exemplo, na prevenção e cobertura de riscos para seguros em veículos elétricos? Autônomos (driverless car)? Compartilhados? “Movidos” a câmeras? Sem GPS? Ou as incríveis gerações de motocicletas que serão criadas a partir de protótipos que se movimentam e se equilibram sozinhas, evitando quedas, como a Riding Assist Motorcycle, da Honda, e as pilotadas por robôs, como a Motobot, da Yamaha? Recentemente, as montadoras alemãs BMW, Audi e Porsche anunciaram que estão desenvolvendo tecnologias e plataformas de veículos elétricos e de direção autônoma. Os desafios são enormes, mas fascinantes.

Relatório da consultoria Frost & Sullivan “Impact of Automated Vehicles on Motor Insurance Market” aponta que a popularização dos carros autônomos levará a uma drástica redução no risco de acidentes urbanos envolvendo veículos e, também, nos valores dos prêmios de seguro auto. Entretanto, especialistas da Frost & Sullivan acreditam que, com a digitalização dos automóveis, as seguradoras tenderão a fornecer coberturas e produtos para proteção contra ataques cibernéticos e de crackers.

Neste novíssimo cenário de gestão de produtos de seguro ligados ao espaço urbano, risco e inovação caminharão pari passu. As possibilidades são vastas e entusiásticas, pois é uma ótima oportunidade para o Setor colaborar com a transição para uma economia descarbonizada, um cenário que associa de vez seguro, tecnologia e sustentabilidade.

No Brasil, os primeiros passos desta transição já começaram: o “Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2016”, da CNseg, indica que 23% das 30 empresas que colaboraram com a edição do documento atuam no desenvolvimento de aplicativos e soluções tecnológicas direcionadas para a comunicação e o relacionamento com clientes. Já a Superintendência de Seguros Privados (Susep) quer priorizar o estímulo ao desenvolvimento de produtos de seguro que colaborem para a era de baixo carbono. De acordo com o “Relatório de Sustentabilidade em Seguros 2016” da autarquia, cerca de 23% de 127 empresas do Setor declararam que já possuem produtos para apoiar atividades de baixo carbono. Tais informações apuradas por Susep e CNseg são sinais claros de que as instituições do Mercado de Seguros Brasileiro rumam para um ambiente de transformação que nos levará à uma sociedade global descarbonizada, digital e fincada no uso de energias de matriz renovável.

Movimento, atualização, reinvenção

Neste cenário de transição para economia de baixo carbono, mobilidade urbana e seguro já ensaiam uma parceria nos quesitos segurança, educação e condução consciente no trânsito. Startups, insurtechs e plataformas mobiles de seguros estão desenvolvendo novos modelos de negócios, baseados nos comportamentos e atitudes provocados pelo uso de smartphones e outros dispositivos digitais.

Além de viabilizar a realização de todas as etapas da contratação do seguro por meio de smartphone, as plataformas digitais que atuam no setor já se movimentam para oferecer opções de cobertura personalizada ou com desconto conforme o jeito de dirigir (pay-as-you-drive), pelo uso, sob demanda (pay-as-you-go) ou por uma quilometragem específica (pay-per-mile).

Tais novidades tecnológicas não se restringem apenas aos seguros para automóveis. É um caminho que pode ser trilhado também para o desenvolvimento e oferta de serviços inovadores para gestão de riscos, prevenção contra sinistros e combate a fraudes. Além disso, empresas do mercado já se mobilizam para oferecer, nos próximos dois a três anos, produtos para os segmentos de viagem, dispositivos eletrônicos, pessoas e saúde. Todos contratados por meio de aplicativos mobile, personalizados, sob o conceito do “pague conforme o uso”. Ou seja: a popularização dos aplicativos está provocando uma verdadeira revolução nas formas de comunicação, relacionamento e interação entre agentes do setor e segurados, clientes, consumidores e cidadãos.

O Setor de Seguros se movimenta, se atualiza, se reinventa. O que se espera é que as tecnologias digitais auxiliem os especialistas do mercado na percepção sobre como o uso de smartphones, tablets e outros gadgets está mudando o comportamento do cidadão e a sua maneira de se relacionar na sociedade contemporânea: um neoconsumidor que utiliza os seus dispositivos móveis para interagir nas redes sociais, fazer compras e compartilhar ideias e que agora quer incluir neste rol de atividades a contratação de coberturas de seguros, de planos de saúde e de previdência privada ou a aquisição de títulos de capitalização. Não há dúvida de que corretoras, seguradoras, resseguradoras e agentes institucionais já estão atentos a este novo ciclo, que desponta como uma ótima oportunidade para o investimento em pesquisas de comportamento e desenvolvimento de tecnologias para o Seguro que ofereçam facilidade para contratação online, acesso móvel e opções de cobertura personalizada e sob demanda. Claro, tudo sob a égide de um relacionamento baseado numa comunicação efetiva, atenciosa e eficaz.

Antonio Carlos Teixeira
Gestor de Comunicação, Marketing e Sustentabilidade, Assessor Corporativo de transição para uma sociedade de baixa emissão de carbono, editor do blog TerraGaia

 

Referências

CEDRO TECHNOLOGIES. Insurtech: entenda como a tecnologia está revolucionando o setor de seguros. 9 de fevereiro 2017. Disponível em: http://promo.cedrotech.com/ebook-insurtech-tecnologia-nos-seguros. Acesso em: 28/06/2017.

INSIDESEG. Mas afinal, o que é Insurtech? Descubra a novidade do mercado. 5 de agosto de 2016. Disponível em: http://www.insideseg.com.br/o-que-e-insurtech/. Acesso em: 25/06/2017.

NAPOL, Igor. Porsche e Audi vão unir forças em empreitada tecnológica. TecMundo. 8 de maio de 2017. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/porsche/116479-porsche-audi-unir-forcas-empreitada-tecnologica.htm. Acesso em: 30/06/2017.

NAPOL, Igor. BMW vai enxugar portfólio para focar no desenvolvimento de elétricos. TecMundo. 30 de junho de 2017. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/bmw/118612-bmw-enxugar-portfolio-focar-desenvolvimento-eletricos.htm. Acesso em: 30/06/2017.

NAPOL, Igor. Porsche: até 2023, elétricos deverão responder por metade das vendas. TecMundo. 30 de junho de 2017. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/porsche/118613-porsche-2023-eletricos-deverao-responder-metade-vendas.htm. Acesso em: 30 de junho de 2017.

PITTMAN, Kagan. Will Manufacturers Cover Insurance for Driverless Car Owners? Engineering.com. October 29, 2015. Disponível em: http://www.engineering.com/AdvancedManufacturing/ArticleID/10894/Will-Manufacturers-Cover-Insurance-for-Driverless-Car-Owners.aspx. Acesso em 28/06/2017.

RIBAS, Paulo. 5 tendências digitais que corretoras e seguradoras devem acompanhar. Blog Cedro Technologies. 8 de novembro de 2016. Disponível em: http://blog.cedrotech.com/5-tendencias-digitais-que-corretoras-e-seguradoras-de-seguro-devem-acompanhar/. Acesso em: 28/06/2017.

VIVERSEGURONOTRANSITO. Conheça a rede sustentável de carros compartilhados de Fortaleza. 27 de março de 2017. Disponível em: http://www.viverseguronotransito.com.br/2017/03/conheca-a-rede-sustentavel-de-carros-compartilhados-de-fortaleza/. Acesso em: 26/06/2017.

 

Este artigo foi publicado originalmente na edição número 14 da revista Opinião.Seg:

https://www.editoraroncarati.com.br/v2/Artigos-e-Noticias/Artigos-e-Noticias/14%C2%AA-edicao-da-revista-Opiniao-Seg-%E2%80%93-Julho-de-2017.html

 

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