COP20: Edicion especial de fotohólica magazine

COP 20 FotoHolica Especial

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Divulgados os Anais do II Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental

Antonio Carlos Teixeira:

O jornalismo ambiental em pesquisa.

Publicado originalmente em Jornalismo Ambiental no Brasil e no Mundo:

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Os professores Reges Schwaab e Eloisa Loose apresentam os anais do II Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental:

Duas décadas depois da Eco-92, o tema do desenvolvimento sustentável segue em pauta na imprensa, na mídia e na política, tendo agregado novas pesquisas, descobertas, temas e desafios. Apesar disso, a necessidade de melhor orientar as interações entre a natureza e a sociedade em direção a um futuro mais sustentável é cada vez mais urgente. A Conferência Rio+20, em 2012, definiu como compromisso elaborar Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) para enfrentar este desafio. A comunicação, e especialmente o jornalismo, têm um papel relevante a desempenhar, na medida em que contribuem para a popularização do debate, bem como para a formação da opinião pública acerca das importantes decisões que precisam ser tomadas coletivamente.

Assim, o objetivo deste II ENPJA foi realizar um balanço das pesquisas do Jornalismo e da Comunicação, bem como da cobertura da imprensa brasileira…

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COP 20: Conferência no Peru termina com consenso sobre o corte de emissões de carbono

O presidente da COP e ministro do Meio Ambiente peruano, Manuel Pulgar Vidal, aplaude os resultados da conferência - CRIS BOURONCLE-AFP

O presidente da COP e ministro do Meio Ambiente peruano, Manuel Pulgar Vidal, aplaude os resultados da conferência – CRIS BOURONCLE-AFP

Acordo vago permite que países apresentem metas incontestáveis no primeiro semestre de 2015

O Globo, RIO – Trinta e três horas após o combinado, delegados de 196 países chegaram finalmente a um consenso sobre que passos devem adotar no combate às mudanças climáticas. O documento que encerrou na madrugada deste domingo a Conferência do Clima (COP 20), batizado “Chamamento de Lima para a Ação sobre o Clima” foi considerado “fraco” por ambientalistas, ao transferir importantes decisões para 2015, mas comemorado por representantes de governos, que o avaliam como um passo significativo para o desenho de um acordo global no fim do ano que vem, em Paris.

Diplomatas de todos os grupos encontraram vantagens, mas também atentados a seus interesses no acordo de Lima. Os países desenvolvidos terão de apresentar planos para redução de suas emissões de gases-estufa em março do ano que vem; os demais, em junho. No início de novembro, um mês antes da COP 21, em Paris, a ONU fará um compilado sobre a “carta de intenções” de cada nação. A partir daí, será possível avaliar se as metas voluntárias podem impedir um aumento da temperatura global superior a 2 graus Celsius, em relação aos níveis pré-industriais.

O documento manteve a ideia de “responsabilidades comuns, mas diferenciadas”, surgida 20 anos atrás. O conceito estabelece que os países desenvolvidos devem ter planos mais ambiciosos no corte de suas emissões do que as nações em desenvolvimento. Foi, por isso, uma vitória para países emergentes, principalmente Índia e China.

No entanto, o acordo de Lima é vago e não menciona que ações cada país deve apresentar no início de 2015 para reduzir suas emissões de poluentes até 2020. Entre os diversos meios possíveis estão a redução do desmatamento e a criação de tecnologias para adaptação — um plano que não desperta interesse nos países desenvolvidos. No polo oposto, aquele das nações emergentes, a China acredita que divulgar suas estratégias podem ser um atentado à soberania nacional.

Os ambientalistas irritaram-se com o fato de que as metas são voluntárias, e não podem ser contestadas sem o aval dos países que a propuseram.

— É totalmente a cargo de cada país se ele quer ou não fornecer informações — criticou Alden Meyer, da Union of Cornerned Scientists (em português, “União dos Cientistas Preocupados”). — Não é o que esperávamos.

Esta é a primeira vez que os países emergentes se comprometeram a reduzir suas emissões de gases-estufa, um fato comemorado sobretudo pelos EUA. Hoje, as nações em desenvolvimento já são responsáveis por mais da metade da liberação de carbono na atmosfera.

Durante a conferência, o secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou que o país não conseguiria reter sozinho o aumento do temperatura global, mesmo se zerasse suas emissões de carbono.

A tentativa de agradar a (literalmente) todo o mundo gerou um acordo vago, fortemente criticado por alguns especialistas.

— Fomos do (acordo) fraco para mais fraco para o mais fraco de todos — protestou Samantha Smith, líder da Iniciativa de Clima e Energia do WWF.

Coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo lamentou as lacunas deixadas pelos negociadores no texto de Lima.

— Foram duas semanas de debates intermináveis sobre parágrafos, vírgulas e qual a melhor palavra para constar em determinado texto. Uma disputa para ver quem tem menos culpa e quem deve pagar mais — disse. — Essas reuniões só trarão resultados concretos quando os países tiverem feito suas lições de casa. Não adianta acreditar que 190 países vão chegar a uma conclusão na Conferência se não tiverem se preparado para isso.

O dever de casa brasileiro já é evidente:

— Precisamos acabar com os investimentos em combustíveis fósseis, diversificar e descentralizar sua matriz energética e zerar o desmatamento. Temos que pressionar os negociadores para termos em Paris um acordo que responda a essas lacunas

‘CORTES CIRÚRGICOS’

Na tarde de sábado, o ministro do Meio Ambiente peruano, Manuel Pulgar Vidal, peregrinou entre as reuniões fechadas de diversos grupos de países, anotando as demandas de cada um deles. A partir daí, fez “cortes cirúrgicos”, como pediam as nações emergentes, no rascunho de quatro páginas que era discutido na COP no sábado.

Uma das surpresas foi a volta, na última hora, do termo “perdas e danos”, uma das principais reivindicações dos Estados insulares. Isso significa que estes países podem ser indenizados pelos países desenvolvidos caso eles sejam atingidos por eventos climáticos extremos, como furacões e enchentes.

Em fevereiro, os negociadores vão voltar a se reunir em fevereiro, em Genebra, para fazer uma análise prévia sobre algumas medidas acertadas na capital peruana. Entre elas, o apoio no combate ao desmatamento em florestas tropicais e a transferência de tecnologias para o combate às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento.

Espera-se que chefes de Estado assinem na COP 21, em novembro do ano que vem, um acordo que determine por lei as metas para redução de emissões de gases-estufa. Atualmente, o único instrumento legalmente vinculante é o Protocolo de Kioto, de 1997, boicotado pelas nações mais poluidoras do mundo. As normas determinadas na próxima Conferência do Clima serão válidas a partir de 2020.

Segundo o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, divulgado em novembro, a temperatura média na superfície da Terra aumentou 0,85 grau Celsius entre 1880 e 2012. A concentração de gases-estufa na atmosfera é a maior dos últimos 800 mil anos.

Se o mundo quiser evitar que as mudanças climáticas se tornem irreversíveis, o uso de combustíveis fósseis — o principal motor da economia mundial — deve ser zerado em 2100. Para isso, os países precisam quadruplicar o uso de energias renováveis até 2050.

 

Veja também: “Países ricos cedem e COP 20 aprova ‘rascunho zero’ de acordo climático

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COP 20: negociações da ADP se arrastam nas últimas horas da conferência

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Por Bruno Toledo, do Observatório do Clima

LIMA, 12 de dezembro – Nas últimas Conferências do Clima, as negociações do grupo da Plataforma de Durban (ADP), responsável pela construção do futuro acordo climático, são praticamente um evento à parte. Em Lima, faltando apenas um ano para que se defina esse novo acordo, as negociações da ADP ganharam tons ainda mais graves.

Nessa COP 20, o grupo da ADP precisa definir dois textos. O primeiro, sobre os elementos do futuro acordo climático, ainda tem mais alguns meses para ser fechado, antes da Conferência de Paris. Ainda que tenhamos tido alguns pontos polêmicos na discussão desse documento, o foco de atenção dos negociadores da ADP em Lima está no segundo texto – que tipo de informação deverá constar nas chamadas “contribuições nacionalmente determinadas pretendidas” (INDCs, sigla em inglês). De acordo com decisão tomada pela COP 19, realizada em Varsóvia no ano passado, todos os países precisarão encaminhar à Secretaria Executiva da UNFCCC no 1º semestre de 2015 um documento com as possíveis ambições nacionais, que servirão como ponto de partida para definição dos compromissos de cada país no futuro acordo climático.

Por causa do curto tempo, a ADP precisa definir quais serão as informações das INDCs ainda em Lima, de forma que os países possam entregar esses documentos dentro do período estimado pela COP 19 e dentro de parâmetros que possam ser comparados. Sem essa definição, os governos poderão encaminhar qualquer tipo de informação nesses documentos, sem nenhuma padronização que auxilie na comparação e, consequentemente, na definição justa dos futuros compromissos.

Esse não é uma questão corriqueira. Para os países desenvolvidos, as contribuições precisam versar basicamente sobre possibilidades de redução de emissões – ou seja, contemplar apenas mitigação. Para os países em desenvolvimento, as contribuições devem conter informações sobre adaptação e sobre meios de implementação (em especial, financiamento e transferência de tecnologia). Entre essas posições, estão as duas alternativas em questão na COP 20.

Por um lado, um acordo com compromissos para todos os países, particularmente para aqueles que mais emitem, independente da condição econômica ou histórica. Essa opção relativiza um dos princípios mais caros dentro do texto da UNFCCC: o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. De acordo com esse princípio, todos os países são responsáveis pelo problema, mas aqueles que mais contribuíram para a ocorrência do problema devem ter responsabilidades maiores que aqueles que pouco contribuíram.

Por outro lado, um acordo com compromissos para todos os países, particularmente para aqueles com maior responsabilidade histórica, reconhecendo o contexto econômico atual. Nesse caso, grandes emissores, como China, Índia e Brasil, podem ter menos compromissos que países desenvolvidos, inclusive aqueles que emitem menos que eles.

Ontem à noite, num esforço para sistematizar um esboço que já ultrapassava as 50 páginas, os co-presidentes do grupo da ADP apresentaram uma nova proposta, com sete páginas, entendida como um texto de compromisso que tentava incorporar ao máximo as contribuições dos países, ao mesmo tempo em que dava base para algo mais viável no processo de negociação final. Durante a madrugada, negociadores e observadores leram o texto, e a sessão da ADP foi retomada hoje pela manhã.

O que se viu, novamente, foi dificuldades de entendimento. Um grupo de países em particular, liderados por Arábia Saudita, China, Índia e Venezuela deixou evidente que as divergências com o texto na mesa são tão profundas que eles aceitariam a possibilidade de sair de Lima sem decisão sobre o tema. Para eles, o texto relativiza a Convenção, desvirtua o princípio das responsabilidades comuns porém diferenciadas e consegue ser pior que um texto inexistente. A saída desses países e a não-decisão representaria um baque tremendo em um processo de negociação já bastante esgotado, que pode ameaçar a agenda de negociação do novo acordo para o ano que vem.

Se o objetivo ainda é termos alguma decisão em Lima, provavelmente a COP 20 irá para a prorrogação. Prepare o seu coração…

Foto: Bruno Toledo/Twitter

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COP 20: Lima climate conference week two – in pictures

Women from the Andes carry bags with messages that read: ‘To defend the Earth is to defend life’ - Photograph: Martin Mejia/AP

Women from the Andes carry bags with messages that read: ‘To defend the Earth is to defend life’ – Photograph: Martin Mejia/AP

From high-level sessions of international delegates to an alternative People’s Summit and Climate March, here are the highlights from the UN’s climate change conference in Lima – by The Guardian

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Explore Changing Global Emissions through Interactive Maps

Explore Changing Global Emissions through Interactive Maps   World Resources Institute

By Johannes Friedrich, Thomas Damassa and Mengpin Ge

from World Resources Institute

 
The interactive map below reveals how carbon dioxide emissions are distributed globally and how they’ve changed in the last 160 years.

The map is based on WRI’s recently updated CAIT 2.0 data, now published on the Google Public Data Explorer. CAIT 2.0 provides easy, free access to a wealth of global emissions data. Through CAIT 2.0 and Google Public Data Explorer, users can explore the history of emissions in a much more interactive way, through maps and other dynamic charts.

The map shows us how fast the major emitters changed over the last few decades. For more than 100 years since the Industrial Revolution, emissions were dominated by the West. Over the last two decades, however, Asia’s emissions rapidly caught up, with China becoming the world’s largest emitter in 2005.

See the maps.

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COP 20: veja principais notícias

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Lima pode avançar em corte mais severo de gases de efeito estufa (Estadão)
http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,lima-pode-avancar-em-corte-mais-severo-de-gases-de-efeito-estufa,1604074

Mundo se reúne em Lima para discutir como conter o aquecimento global (Correio Braziliense)
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2014/12/01/interna_ciencia_saude,460046/mundo-se-reune-em-lima-para-discutir-como-conter-o-aquecimento-global.shtml

COP-20 sobre mudanças climáticas é crucial para o mundo, diz ministro peruano (Agência Brasil)
http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2014-12/cop-20-sobre-mudancas-climaticas-e-crucial-para-o-mundo-diz-ministro

No Peru, cúpula climática da ONU tenta ‘rascunho zero’ de acordo global (G1)
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2014/11/no-peru-cupula-climatica-da-onu-tenta-rascunho-zero-de-acordo-global.html

Cúpula da ONU sobre o clima começa enquanto as temperaturas quebrarm recordes em todo o mundo (em inglês) (BBC)
http://www.bbc.com/news/science-environment-30225511

Negociações começam em Lima antes de acordo sobre mudanças climáticas (em inglês) (Times of India)
http://timesofindia.indiatimes.com/home/environment/global-warming/Prior-to-climate-deal-talks-begin-in-Peru/articleshow/45341101.cms

Poderão as negociações em Lima abrir caminho para um tratado com efeitos legais em Paris em 2015? (em inglês) (The Guardian)
http://www.theguardian.com/global-development/2014/dec/01/will-lima-climate-talks-pave-way-for-a-binding-treaty-in-paris-in-2015

Otimismo cauteloso marca chegada dos negociadores a Lima antes da cúpula da ONU sobre as mudanças climáticas (em inglês) (ABC)
http://www.abc.net.au/news/2014-11-30/five-things-to-know-about-lima-climate-talks/5929290

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