I Seminário de Jornalismo em Saúde e Ambiente na Amazônia: chamada de artigos

A Comissão Científica do I Seminário de Jornalismo em Saúde e Ambiente na Amazônia torna pública a chamada de trabalhos para a primeira edição do evento, a ser realizada de 16 a 19 de julho de 2013, em Manaus – AM. O evento acolhe textos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros que abordem temáticas concernentes aos eixos centrais do I Seminário de Jornalismo em Saúde e Ambiente na Amazônia e se encaixem em uma das três categorias de trabalho, conforme definido pelo presente edital.

1. Escopo, objetivos e ementa –  A comunicação, e especialmente o jornalismo, têm um papel relevante a desempenhar, na medida em que contribuem para a popularização do debate, bem como para a formação da opinião pública acerca das importantes decisões que precisam ser tomadas coletivamente.

Assim, o objetivo deste I Seminário de Jornalismo em Saúde e Ambiente na Amazônia é realizar um balanço das pesquisas do Jornalismo e da Comunicação sobre a região, bem como da cobertura da imprensa brasileira sobre estes temas, e discutir o papel que o Jornalismo e a Comunicação desempenham na transição para um mundo mais sustentável. Convidamos os pesquisadores a enviar submissões que analisem todos os aspectos de comunicação relacionados à sustentabilidade, com particular interesse em estudos de Jornalismo Científico, Divulgação Científica e Comunicação em Saúde e Comunicação Socioambiental. Encorajamos contribuições de grupos de pesquisa, graduados, graduandos, pós-graduados, pós-graduandos e profissionais. Artigos oriundos de pesquisas e reflexões fora do escopo desta chamada serão aceitos, desde que tratem de objetos relacionados aos temas saúde e ambiente na Amazônia e suas relações com o Jornalismo e a Comunicação.

2. Categorias para apresentação de trabalhos – Os interessados em apresentar trabalho no I Seminário de Jornalismo em Saúde e Ambiente na Amazônia devem submetê-lo a uma das seguintes categorias:

2.1. Comunicações Livres – Acolherá textos propostos por pós-graduandos e pós-graduados.

2.2. Iniciação Científica – Reservada para trabalhos de graduados e graduandos, bolsistas de iniciação científica ou extensão. Em caso de trabalhos de graduandos é obrigatória a assinatura conjunta do orientador como segundo autor. A coautoria do professor-orientador não inviabiliza sua participação como primeiro autor de proposta na sessão de Comunicações Livres.

2.3. Relatos de Práticas e Experiências – Sessão destinada a textos que reflitam sobre práticas, projetos ou ações em jornalismo ou comunicação que abordem os temas do evento, submetidos por profissionais da área não ligados a programas de pós-graduação e grupos de pesquisa.

Serão aceitos trabalhos com até três autores, exceto no caso de Grupos ou Projetos de Pesquisa devidamente registrados e identificados em nota de rodapé no texto. Cada autor somente poderá submeter um texto, com a ressalva para os casos de orientadores dos trabalhos de Iniciação Científica, conforme explicitado no item 2.2.

3. Da formatação dos artigos – Os artigos de Comunicações Livres e Iniciação Científica deverão ser enviados no modelo Resumo Expandido, com 1.800 a 2.500 caracteres, espaçamento 1,5, Fonte Times New Roman, justificado e conter os seguintes itens:
·         Título do Trabalho;
·         Autores, com email do autor principal;
·         Introdução;
·         Objetivos;
·         Metodologia;
·         Resultados;
·         Conclusão;
·         Referências bibliográficas.
O modelo Relato de Experiência deve ter no máximo 03 (três) páginas e conter os seguintes itens:
·         Título;
·         Autores com e-mail do autor principal;.
·         Informações sobre o(s) autores: Formação, Instituição, Departamento, Endereço, Telefone e e-mail (1º autor) e formação e instituição para os demais autores. A composição do artigo fica a critério do autor.

4. Submissão dos textos – Os trabalhos serão recebidos de 15 de maio a 05 de junho. Serão aceitos somente trabalhos em português.

Os trabalhos devem ser enviados já revisados e no prazo estabelecido ao endereço seminariojornalismoamazonia@gmail.com.

Trabalhos fora da formatação solicitada não serão avaliados.

5. Avaliação, seleção e publicação dos resultados – O processo de avaliação será gerenciado pela coordenação da Comissão Científica. Os trabalhos que estiverem adequados às regras estabelecidas serão avaliados em seu mérito científico no sistema double blind peer review, ou seja, por dois membros da Comissão e sem a identificação dos autores. Caberá ao coordenador do processo fazer a criteriosa distribuição dos trabalhos submetidos evitando conflitos de interesse (relações de orientação e de pesquisa). Serão consideradas aprovadas nas categorias Comunicações Livres e Relatos de Práticas e Experiências somente as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis.

À critério da Comissão, trabalhos submetidos à categoria Iniciação Científica poderão receber sugestões de alterações, ficando seu aceite final condicionado aos ajustes e devolução no prazo estabelecido. Nesse caso, a não devolução do texto em segunda versão resultará em descredenciamento da listagem final de aceites. Não caberá recurso ao parecer da Comissão.

Casos de empate serão decididos por um terceiro parecerista indicado pela Comissão. O trabalho será avaliado sob os seguintes critérios: pertinência ao campo da pesquisa em comunicação em saúde e ambiente na Amazônia; relevância científica; explicitação do problema, objetivos e resultados; adequação da bibliografia trabalhada; qualidade da reflexão teórica e/ou empírica; explicitação e consistência da metodologia (quando pertinente); domínio da linguagem científica.

Serão selecionados até 30 trabalhos, tendo como diretriz os seguintes sub-totais: até 10 trabalhos para a categoria de Comunicações Livres; até 10 trabalhos para a categoria de Iniciação Científica; e até 10 Relatos de Experiências.

Todos os trabalhos serão apresentados na modalide Oral.

6. Inscrição e publicação nos anais – Após a publicação da listagem definitiva de aceites, os autores dos trabalhos selecionados deverão efetuar sua inscrição no prazo estipulado, para garantir a publicação do texto nos Anais do evento. Na hipótese de aceitação do trabalho para apresentação no Congresso, automaticamente o(s) autor(s) estará (ão) outorgando ao Instituto Leônidas e Maria Deane – Fiocruz Amazônia o direito de reprodução do texto nos Anais do I Seminário de Jornalismo em Saúde e Ambiente na Amazônia. Na hipótese de coautoria, todos os autores que desejarem certificado, inclusive professores-orientadores, deverão efetuar sua inscrição no evento.

7. Síntese das datas (ano 2013)
Lançamento do edital: 10 de maio
Período de recebimento de trabalhos: 15 de maio a 05 de junho
Divulgação dos trabalhos aceitos:
a)    Comunicações Livres (resultado final): 20 de junho
b)    Relatos de práticas e experiências (resultado final): 20 de junho
c)    Iniciação Científica – Fase 1: 20 de junho
·         Período de ajustes para trabalhos aceitos com condicionantes (somente para Iniciação Científica): 20 a 23 de junho
·         Recebimento dos trabalhos após a revisão (somente para Iniciação Científica): 23 a 25 de junho
·         Divulgação final dos aceites para Iniciação Científica: 26 de junho
·         Inscrição para inclusão nos anais: 01 a 15 de julho
·         Realização do I Seminário de Jornalismo em Saúde e Ambiente na Amazônia: 16 a 19 de julho.

8. Casos omissos – Os casos omissos serão decididos de forma colegiada pela Comissão Científica. Não caberá recurso ao julgamento da Comissão.

Coordenação
Fabrício Ângelo – Instituto Leônidas e Maria Deane / Fiocruz Amazônia
Gisele Neuls – Anhanguera / Uniderp

Comissão Científica
Profa. Dra. Ilza Girardi (UFRGS)
Prof.   Dr. Reges Schwaab (UFOP)
Prof.   Dr. Leonel Aguiar (PUC-RJ)
Profa. Me. Gisele Neuls (Anhaguera/Uniderp)
Prof.   Me. Fabrício Fonseca Ângelo (ILMD / Fiocruz Amazônia)

Manaus, 10 de maio de 2013

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Green Talents – International Forum for High Potentials in Sustainable Development

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How can we stay mobile without running into trouble? How to heal sickened soil? How to make energy cleaner? The 21st century confronts humanity with big challenges. These include climate change, secure energy supply and health care, and the question of how to ensure a fair distribution of resources. Germany as a frontrunner in sustainable development is assuming the task and the obligation to create a future worth living both for us and for future generations. The country strongly believes in international cooperation to achieve this goal.

Following this approach, the German Federal Ministry of Education and Research (BMBF) invites young researchers from all over the world every year to take part in the “Green Talents – International Forum for High Potentials in Sustainable Development“. The winners are awarded for their creative and intelligent solutions to the pressing questions of our time. The BMBF seeks to intensify the global exchange between young researchers in the field of environmental and sustainability research with this programme.

Since its launch in 2009, the competition has become part of the ministry’s framework programme on “Research on Sustainable Development”, which draws the attention of science, business and politics in Germany to these issues. Achieving sustainability, however, is a global undertaking. Schemes like Green Talents help to promote the cultural plurality and creativity which encourage the development of global solutions.

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Centro Rio+ inicia operações com acordo para se instalar na capital fluminense

O Centro Rio+ vai facilitar a pesquisa, o intercâmbio de conhecimentos e promover odebate internacional sobre o desenvolvimento sustentável.

Centro de Excelência em Gás Natural (CEGN), da Coppe/UFRJ. Divulgação/Coppe-UFRJ

Centro de Excelência em Gás Natural (CEGN), da Coppe/UFRJ. Divulgação/Coppe-UFRJ

do PNUD Brasil

No último dia da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, o Brasil anunciou a criação do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável  (Centro Rio+), em parceria com o PNUD, outros organismos da ONU, sociedade civil, universidades e o setor privado. Menos de um ano após a assinatura da carta de intenções para a sua criação, o Centro Rio+ já é uma realidade.

Em uma cerimônia realizada no início do mês (06/05), foi assinado o termo de acordo através do qual o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE/UFRJ) colocou oficialmente à disposição do PNUD as instalações para o escritório do Centro Rio+. A cerimônia também marcou o início das operações do Centro, onde a equipe internacional contratada já começou a trabalhar.

As assinaturas da cerimônia foram (da esq, à dir., no sentido horário, na foto ao abaixo): o Professor Luiz Pinguelli Rosa,  Diretor do Instituto Alberto Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ), Professor Segen Farid Estefen, Diretor-Superintendente da COPPETEC, Professor José Carlos Costa da Silva Pinto, Diretor-Executivo da COPPETEC e Jorge Chediek, Representante Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Cerimônia de assinatura termo de acordo para uso das instalações da Coppe/UFRJ pelo escritório do Centro Rio+. Fotos: Carolina Silva/Coppe-UFRJ

Cerimônia de assinatura termo de acordo para uso das instalações da Coppe/UFRJ pelo escritório do Centro Rio+. Fotos: Carolina Silva/Coppe-UFRJ

De acordo com a carta de intenções, até que sua futura sede seja estabelecida, o Centro Rio+ funcionará provisoriamente nas instalações colocadas à disposição pela COPPE/UFRJ.

O Centro Rio+ vai facilitar a pesquisa, o intercâmbio de conhecimentos e promover o debate internacional sobre o desenvolvimento sustentável. Vai reunir um amplo consórcio internacional de parceiros, composto por agências governamentais, organizações não-governamentais, universidades, grupos de reflexão e do setor privado.

O Centro Rio+ já conta com o apoio de quase 25 instituições brasileiras e internacionais, o que demonstra o sucesso alcançado pela iniciativa, bem como a natureza inclusiva e participativa de sua concepção.

O Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável já está funcionando no primeiro andar do prédio do Centro de Excelência em Gás Natural (CEGN), na Rua Paulo Emilio Barbosa, 485, Bloco I-1, Cidade Universitária, no Campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro , na “Ilha do Fundão”, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. A cerimônia oficial de lançamento do Centro Rio+, com a presença de autoridades da ONU, governo brasileiro e demais parceiros, está prevista para este ano.

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Responsabilidade face ao futuro da espécie humana

Por Leonardo Boff, no Mercado Ético

Numa votação unânime de 22 de abril de 2009 a ONU acolheu a ideia, durante muito tempo proposta pelas nações indígenas e sempre relegada, de que a Terra é Mãe. Por isso a ela se deve o mesmo respeito, a mesma veneração e o mesmo cuidado que devotamos às nossas mães. A partir de agora, todo dia 22 de abril não será apenas o dia da Terra; mas, o dia da Mãe Terra.

Esse reconhecimento comporta consequências importantes. A mais imediata delas é que a Terra viva é titular de direitos. Mas não só ela, mas também todos os seres orgânicos e inorgânicos que a compõem; são, cada um a seu modo, também portadores de direitos. Vale dizer, cada ser possui valor intrínseco, como enfatiza a Carta da Terra, independentemente do uso ou não que fizermos dele. Ele tem direito de existir e de continuar a existir nesse planeta e de não ser maltratado nem eliminado.

Essa aceitação do conceito da Mãe Terra vem ao encontro daquilo que já nos anos 20 do século passado o geoquímico russo Wladimir Vernadsky (1983-1945), criador do conceito de biosfera (o nome foi cunhado do geólogo austríaco Eduard Suess (1831-1914)) chamava de ecologia global no sentido de ecologia do globo terrestre como um todo. Conhecemos a ecologia ambiental, a político-social e a mental. Faltava uma ecologia global da Terra tomada como uma complexa unidade total. Na esteira do geoquímico russo, recentemente James Lovelock, com dados empíricos novos, apresentou a hipótese Gaia, hoje já aceita como teoria científica: a Terra efetivamente comparece como um superorganismo vivo que se autorregula, tese apoiada pela teoria dos sistemas, da cibernética e pelos biólogos chilenos Maturana e Varela.

Vernadsky entendia a biosfera como aquela camada finíssima que cerca a Terra, uma espécie de sutil tecido indivisível que capta as irradiações do cosmos e da própria Terra e as transforma em energia terrestre altamente ativa. A vida se realiza aqui.

Nesse todo se encontra a multiplicidade dos seres em simbiose entre si, sempre interdependentes de forma que todos se autoajudam para existir, persistir e coevoluir. A espécie humana é parte deste todo terrestre, aquela porção que pensa, ama, intervém e constrói civilizações.

A espécie humana possui uma singularidade no conjunto dos seres: cabe-lhe a responsabilidade ética de cuidar, manter a condições que garantam a sustentabilidade do todo.

Como descrevemos no artigo anterior vivemos gravíssimo risco de destruir a espécie humana e todo o projeto planetário. Fundamos, como afirmam alguns cientistas, o antropoceno: uma nova era geológica com altíssimo poder de destruição, fruto dos últimos séculos que significaram um desarranjo perverso do equilíbrio do sistema-Terra. Como enfrentar esta nova situação nunca ocorrida antes de forma globalizada?

Temos pessoalmente trabalhado os paradigmas da sustentabilidade e do cuidado como relação amigável e cooperativa para com a natureza. Queremos agora, brevemente, apresentar um complemento necessário: a ética da responsabilidade do filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993) com o seu conhecido Princípio Responsabilidade, seguido pelo Princípio Vida.

Jonas parte da triste verificação de que o projeto da tecnociência tornou a natureza extremamente vulnerável a ponto de não ser impossível o desaparecimento a espécie humana. Dai emerge a responsabilidade humana, formulada nesse imperativo: aja de tal maneira que os efeitos de tuas ações não destruam a possibilidade futura da vida.

Jonas trabalha ainda com outra categoria que deve ser bem entendida para não provocar uma paralisação: o temor e o medo (Furcht). O medo aqui possui um significado pedestre, um medo que nos leva instintivamente a preservar a vida e toda a espécie. Há efetivamente o temor que se deslanche um processo irrefreável de destruição em massa, com os meios diante dos quais não tínhamos temor em construir e que agora, temos fundado temor de que nos podem realmente destruir a todos. Daí nasce a responsabilidade face às novas tecnociências, como a biotecnologia e a nanotecnologia, cuja capacidade de destruição é inconcebível. Temos que realmente nos responsabilizar pelo futuro da espécie humana por temor e muito mais por amor à nossa própria vida.

Leonardo Boff é teólogo e professor emérito de ética da UERJ.

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UNEP – Green Economy and Trade: Trends, Challenges and Opportunities

UNEP 2013 - Green Economy and Trade: Trends, Challenges and Opportunities

See the report.

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Greening Trade Imperative for Sustainable Development

Forestry is one area in which opportunities exist for greener trade

Forestry is one area in which opportunities exist for greener trade

UNEP Report Shows How Advancing the Green Economy in Six Key Sectors Creates New Trade Opportunities

From UNEP News Centre

Greening global trade is a vital step to achieving sustainable development, and developing countries are well positioned to help catalyze this transition, according to a new report released today by the United Nations Environment Programme (UNEP).

“In today’s increasingly interconnected world, where trillions of dollars worth of goods and services are traded annually, greening global trade still presents challenges but also holds significant opportunities,” said Achim Steiner, UN Under-Secretary General and UNEP Executive Director. “If we are to reverse the global decline in biodiversity, mitigate the release of greenhouse gases (GHG), halt the degradation of lands and protect our oceans, then it is an imperative that international trade becomes more sustainable and contributes to protecting that ‘natural capital’ of economies in the developing world.”

In the last two decades, trade has continued to expand, creating economic growth and progress towards eradicating poverty in developing countries. At the same time, however, the increasing volume of trade has put additional stress on natural resources, led to increases in GHG emissions, and contributed to social inequalities.

World trade patterns show that developing countries, and particularly least developed countries, still depend heavily on natural resource based products and raw materials for their exports. To achieve long-term and sustainable economic development, however, there are significant and real opportunities for developing nations to diversify their economies and position themselves to benefit from the growing global demand for more green goods and services.

While still representing only a small percentage of the global market, trade in certified products and in environmental goods and services is on the rise in absolute terms. For example, the global market in low-carbon and energy efficient technologies, which include renewable energy supply products, is projected to nearly triple to US$ 2.2 trillion by 2020.

The report, Green Economy and Trade – Trends, Challenges and Opportunities, finds that developing countries with abundant renewable resources are well-positioned to capitalize on the opportunities to increase their share in international markets for sustainable goods and services.

The report analyzes six economic sectors – agriculture, fisheries, forests, manufacturing, renewable energy and tourism – where trade opportunities exist, and identifies measures, such as policy reforms and certification, that can help developing countries benefit from these markets.

Some of the trends highlighted in the report illustrate this potential. For example:

. Agriculture: The global market for organic food and beverages is projected to grow to US$105 billion by 2015, compared to US$62.9 billion in 2011. For instance, the production of tea in line with sustainability standards has increased by 2000 per cent between 2005 and 2009.

. Fisheries and aquaculture: Wild-capture fisheries already certified or in full assessment record annual catches of around 18 million metric tonnes of seafood. This represents about 17 per cent of the annual global harvest of wild capture fisheries, and demand far outstrips supply. Furthermore, the total value of seafood that has been farmed according to certified sustainability standards is forecast to increase to US$1.25 billion by 2015, up from US$300 million in 2008.

. Forestry: As of early 2013, the total area of certified forest worldwide stands at close to 400 million hectares, amounting to approximately 10 per cent of global forest resources. Sales of certified wood products are worth over US$20 billion per annum.

. Manufacturing: Many suppliers are greening their practices in order to secure their positions within international supply chains. This is illustrated, for example, by the 1,500 per cent increase in global ISO 14001 certifications on environmental management between 1999 and 2009.

. Renewable energy: Since 1990, annual global growth in solar photovoltaic, wind and biofuel supply capacity has averaged 42, 25 and 15 per cent respectively. In 2010, the investments in renewable energy supply reached US$211 billion, a five-fold increase from 2004, and more than half of these investments were in developing countries. Developing countries have significantly increased their exports of renewable energy equipment such as solar panels, wind turbines and solar water heaters, and expanded their potential to export electricity from renewable sources.

. Tourism: In developing countries, this industry’s market share has increased from 30 per cent in 1980 to 47 per cent in 2011, and is expected to reach 57 per cent by 2030. In 2012, for the first time, international tourism arrivals reached one billion per year. The fastest growing sub-sector in sustainable tourism is ecotourism, which focuses on nature-based activities. Many developing countries have a comparative advantage in ecotourism due to their natural environments, cultural heritage and possibilities for adventure holidays.

“Transitioning to a green economy can facilitate new trade opportunities, which in turn will help to make global trade more sustainable,” said Mr Steiner. “At the same time, trade in environmental goods and services is clearly an area where many developing countries have a competitive advantage. With the right policies and price regimes in place, developing countries are well-positioned to help drive the global transition to a more sustainable economy.”

The report identifies several areas where public and private actions can support developing countries’ efforts to access greener international markets. These include:

. Public investments in key economic infrastructure, technical assistance, targeted education and training programmes, and access to sustainable resources, such as electricity from renewable energy sources.

. Market-based instruments, such as the elimination of subsidies that encourage unsustainable production, consumption and trade, and pricing policies that take account of the true environmental and social costs of production and consumption.

. Regulatory frameworks that support green industries and incorporate sustainable development considerations in national development plans and export promotion strategies.

. Resource and energy-efficient production methods, so as to ensure long-term competitiveness in international markets.

. Regional and multilateral fora that can help to liberalize trade in environmental goods and services, remove environmentally harmful subsidies, and provide opportunities for collective action to address global environmental and social challenges.

Realizing sustainable trade opportunities can imply that suppliers have to comply with an increasing number of environmental and social requirements. In the lead-up to the United Nations Conference on Sustainable Development (Rio+20), several countries expressed concerns about such difficulties to access export markets due to complex regulatory regimes. Furthermore, achieving compliance can be expensive, especially for small and medium-sized enterprises.

For these reasons, public and private support is necessary to help businesses green their production and supply chains. In addition, regulatory cooperation, technical and financial assistance and capacity building, will be critical if developing countries are to harness new green trade opportunities.

UNEP, under the Green Economy and Trade Opportunities Project (GE-TOP), seeks to identify policies and measures to help developing countries overcome challenges and respond to export demand for sustainable goods and services.

Following this report, which is the first key output under GE-TOP, UNEP is moving to the second phase of GE-TOP. In response to the calls made at Rio+20 for more action by the international community, UNEP will provide sector-specific assistance to developing countries through inclusive stakeholder processes to seize opportunities arising from the transition to a green economy.

To download a copy of the report or for more information on UNEP’s Green Economy and Trade Opportunities Project, see: www.unep.org/greeneconomy.

The report was made possible through ongoing cooperation with the European Commission (EC). The EC is supporting the implementation of UNEP’s Programme of Work through a strategic cooperation agreement with the Directorate-General for the Environment, under the Thematic Programme for Sustainable Management of Natural Resources including Energy (ENRTP).

For more information, contact:

Nick Nuttall, Communications Director and Spokesperson for UNEP

Tel. +41 795 965 737 or +254 733 632 755, email: nick.nuttall@unep.org

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Relatório do Pnuma destaca práticas sustentáveis de empresas brasileiras

Do EcoDesenvolvimento.org

Abordar as oportunidades que as políticas de economia verde geram para o comércio sustentável e os incentivos que o comércio internacional podem criar para promover uma economia mais ambientalmente correta. Esse é o principal objetivo do relatório Economia Verde e Comércio — Tendências, Desafios e Oportunidades, lançado na primeira semana de maio pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

O documento, que destaca iniciativas sustentáveis na indústria e comércio brasileiros, também analisa seis setores econômicos: agricultura, pesca, florestas, indústria, energia renovável e turismo.

O estudo ressalta a empresa brasileira de cosméticos Natura, que adotou o uso sustentável da biodiversidade como referência para inovação. O relatório lembra que a companhia desenvolveu alternativas vegetais para as matérias-primas petroquímicas, que permitiram reduzir o uso de carbono e criar uma nova linha de produtos baseados no uso sustentável da biodiversidade.

Madeira legal

Em 2010, relata o estudo, a empresa madeireira Rondobel, que atua no estado do Pará, se tornou a primeira companhia da América Latina a atender os princípios da organização não governamental (ONG) Rainforest Alliance, em prol da Verificação da Origem Legal (VLO), que examina se a fonte da madeira é legal.

Em dezembro de 2011 a empresa foi auditada pela ONG Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) com base nos princípios da ONG Conselho de Manejo Florestal (FSC). Em junho de 2012, a companhia recebeu um certificado da FSC por suas atividades na floresta e na serraria.

Segundo o relatório, o certificado e o comprometimento da Rondobel com a sustentabilidade e a excelência ambiental abriram novos mercados para a companhia, pois, além das vendas domésticas, a empresa agora comercializa produtos para os Estados Unidos, Europa e Panamá.

Sustentabilidade na Amazônia

O documento também cita o programa Bolsa Amazônia, atualmente em operação na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Venezuela. A iniciativa busca a comercialização sustentável de produtos amazônicos, envolvendo comunidades rurais e as capacitando com informação.

De acordo com o estudo, os países em desenvolvimento com abundantes recursos renováveis estão em boa posição para capitalizar as oportunidades oferecidas por produtos “verdes” e podem assim aumentar sua participação no mercado internacional de bens e serviços sustentáveis.

Em 2011, as economias em desenvolvimento representaram 35% do investimento mundial em energia limpa, sendo que os investimentos no Brasil, China e Índia, responderam por quase 60 bilhões de dólares, ou 90% dos investimentos dos países em desenvolvimento.

Para ler o relatório em inglês, clique aqui.

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