A tragédia ambiental em Mariana, Minas Gerais: “a lei não obriga laudo de prevenção”

Por Eliane Fukunaga

Já auditei outra mineradora e sei de outras empresas que na verdade usam a barragem como solução para a não destinação de resíduos. Barragem não é destinação de resíduo, ou não deveria ser. Não vejo relatórios e laudos técnicos do monitoramento periódico das condições de barragens serem emitidos aos órgão ambientais, e quando pedi para ver se havia uma ação de prevenção, a resposta foi simples: a lei não obriga a ter esse tipo de laudo.

Não vejo por parte das mineradoras, nenhuma preocupação com aproveitamento desse material, ou de recuperação da água para reingresso no processo.

Mineração deveria pagar royalties, sim. Uso indiscriminado de água do subsolo, empobrecimento do solo, danos ambientais irreversíveis… Esse royalties deveriam ser diretamente direcionados para benfeitorias nas cidades do entorno e em um fundo para desastres.

Uma vergonha empresas como essas simplesmente compensarem algo que, quase afirmo, poderia, sim, ter sido evitado.

Eliane Fukunaga é especialista em auditoria e prevenção na área de mineração

Sobre Antonio Carlos Teixeira

Jornalista, pós-graduado em Ciências Ambientais (UFRJ); 20 anos de experiência na área de comunicação, jornalismo, edição de livros, revistas, sites, blogs e gestão de equipes; consultor/formador do primeiro Curso de Comunicação e Jornalismo Ambiental promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD, São Tomé e Príncipe, setembro 2014); integrante da Delegação Oficial da Câmara Brasil Alemanha para visita à IFAT Entsorga 2010 (Feira Internacional de Água, Esgoto, Lixo e Reciclagem), em Munich (Alemanha); organizador e coautor do livro “A Questão ambiental – Desenvolvimento e Sustentabilidade (Rio de Janeiro: Funenseg, 2004); autor de artigos, palestrante e mediador (congressos, debates, painéis) nas áreas de comunicação, seguro, meio ambiente, educação ambiental e sustentabilidade; coautor do projeto “Proposta de ações de educação ambiental para a Ilha Primeira, Barra da Tijuca – RJ” (Brasil, 2005); editor, videomaker e jurado de festivais de cinema ambiental.
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