V20, o bloco dos países vulneráveis às mudanças climáticas

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Afeganistão, Bangladesh, Barbados, Butão, Costa Rica, Timor Leste, Etiópia, Gana, Quênia, Kiribati, Madagascar, Maldivas, Nepal, Filipinas, Ruanda, Santa Luzia, Tanzânia, Tuvalu, Vanuatu e Vietnã. Estes são os países que lançaram o V20, bloco dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas. O grupo foi criado no dia 8 de outubro, em Lima, capital do Peru, durante a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. A iniciativa visa reunir recursos para combater os efeitos das mudanças climáticas e do aquecimento global nestes países (alguns dos menores e menos desenvolvidos do mundo) e é um contraponto ao G20, grupo que reúne as economias industrializadas e emergentes.

O V20 é formado por países pequenos em extensão territorial, com uma população total de 700 milhões de pessoas, de baixa e média rendas, com formações ecossistêmicas, biomas e climas de características desérticas, áridas, montanhosas e insulares, alguns bastante isolados e sem litoral, mas todos altamente vulneráveis e expostos às mudanças climáticas.

derretimento de geleiras Foto wikimedia commons

Foto: Wikimedia commons

A menos de um mês da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21, Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro), o objetivo do V20 é criar um fundo com recursos públicos e privados para se prevenir contra consequências da ação de fenômenos meteorológicos extremos e desastres.

Informe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que, em 2014, os recursos financeiros aos países em desenvolvimento que lutam contra as mudanças climáticas alcançaram US$ 62 bilhões. Para 202o, as estimativas indicam que a sociedade global precisará de US$ 100 bilhões para conter o aquecimento global.

Sobre Antonio Carlos Teixeira

Jornalista, pós-graduado em Ciências Ambientais (UFRJ); 20 anos de experiência na área de comunicação, jornalismo, edição de livros, revistas, sites, blogs e gestão de equipes; consultor/formador do primeiro Curso de Comunicação e Jornalismo Ambiental promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD, São Tomé e Príncipe, setembro 2014); integrante da Delegação Oficial da Câmara Brasil Alemanha para visita à IFAT Entsorga 2010 (Feira Internacional de Água, Esgoto, Lixo e Reciclagem), em Munich (Alemanha); organizador e coautor do livro “A Questão ambiental – Desenvolvimento e Sustentabilidade (Rio de Janeiro: Funenseg, 2004); autor de artigos, palestrante e mediador (congressos, debates, painéis) nas áreas de comunicação, seguro, meio ambiente, educação ambiental e sustentabilidade; coautor do projeto “Proposta de ações de educação ambiental para a Ilha Primeira, Barra da Tijuca – RJ” (Brasil, 2005); editor, videomaker e jurado de festivais de cinema ambiental.
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