Estado do Mundo 2014

Estado do Mundo 2014

Como governar em nome da sustentabilidade

 

Prefácio

David W. Orr

(…)

É possível, mesmo assim, um renascimento da democracia? É possível criar formas novas e mais eficazes de cidadania no século XXI? É possível usar a televisão e a internet para organizar uma sociedade ativa e fortemente democrática, dos bairros às políticas globais? É possível que organizações não governamentais e redes diversificadas e transculturais de cidadãos alcancem aquilo que as atuais formas de política e governo não conseguem alcançar? O tempo dirá.

O que sabemos com certeza é que cidadãos, redes, empresas, associações regionais, organizações não governamentais e governos centrais serão chamados a executar suas funções. O século XXI e o período posterior a ele são uma época de alerta máximo para a raça humana. Não temos tempo para mais procrastinação, evasivas e erros políticos. Devemos agora mobilizar a sociedade para uma transição rápida rumo a um futuro com baixas emissões de carbono. Quanto mais esperarmos para tratarmos da crise climática e tudo o que ela traz em seu bojo, necessariamente maior será a futura intrusão governamental na economia e na sociedade e mais problemático o seu resultado final.

Embarcamos no rafting da viagem humana. Se conseguiremos ou não impedir que a frágil embarcação da civilização capote, dependerá, em grande medida, de nossa capacidade, e da capacidade de nossos descendentes, de criar e manter formas eficazes, ágeis e adaptáveis de uma governança que perdure por um longo tempo. Esperamos que essas formas sejam solidamente democráticas, mas não há nenhuma garantia de que o serão, principalmente por períodos muito mais longos do que o da existência do império chinês ou da igreja católica. Estamos falando de algo jamais realizado antes – mas isso também poderia ser dito antes de todas as grandes conquistas humanas.

Acesse.

Sobre Antonio Carlos Teixeira

Jornalista, pós-graduado em Ciências Ambientais (UFRJ); 20 anos de experiência na área de comunicação, jornalismo, edição de livros, revistas, sites, blogs e gestão de equipes; consultor/formador do primeiro Curso de Comunicação e Jornalismo Ambiental promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD, São Tomé e Príncipe, setembro 2014); integrante da Delegação Oficial da Câmara Brasil Alemanha para visita à IFAT Entsorga 2010 (Feira Internacional de Água, Esgoto, Lixo e Reciclagem), em Munich (Alemanha); organizador e coautor do livro “A Questão ambiental – Desenvolvimento e Sustentabilidade (Rio de Janeiro: Funenseg, 2004); autor de artigos, palestrante e mediador (congressos, debates, painéis) nas áreas de comunicação, seguro, meio ambiente, educação ambiental e sustentabilidade; coautor do projeto “Proposta de ações de educação ambiental para a Ilha Primeira, Barra da Tijuca – RJ” (Brasil, 2005); editor, videomaker e jurado de festivais de cinema ambiental.
Esse post foi publicado em Agricultura, Aquecimento global, Cambio climático, Cidades Sustentáveis, Clima, Climate Change, Comunicação, Comunidades, Consciência ambiental, Conservação, Consumo, Desenvolvimento, Desenvolvimento sustentável, Economia, Economia Verde-Green Economy, Empresas, Energia, Energias renováveis, Gestão sustentável, Governança, Human activities and climate change, Impactos ambientais, Mudança climática, Preservação, Publicações, Recursos naturais, Responsabilidade corporativa, Responsabilidade social, Responsabilidade Social Empresarial RSE, Responsabilidade socioambiental, Rio+20, Sustainable Cities, Sustentabilidade e marcado , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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