FilmAmbiente Festival 2013: “Vila no fim do Mundo” ganha prêmio de melhor filme

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Por Antonio Carlos Teixeira, editor do blog TerraGaia

Vila no fim do Mundo“, de David Katznelson, foi o escolhido do júri como o melhor filme de Longa Metragem do festival FilmAmbiente 2013. A cerimônia de encerramento do festival (realizada na última quinta-feira, 5/09, no Espaço Itaú de Cinema, no Rio de Janeiro) também premiou os filmes “Mobília Irlandesa“, de Tony Donoghue (categoria Curta Metragem), “Vida engarrafada: o negócio da Nestlé com a água“, de Urs Schnell (Relevância Jornalística), e “Os Chefões Piraram“, de Fredrik Gertten (Prêmio do Público). A cerimônia foi encerrada com a exibição do filme “Os Meninos de Kinshasa“, que contou com a presença do diretor Marc-Henri Wajnberg. Em sua terceira edição, o festival reuniu diretores de cinema e documentaristas brasileiros e estrangeiros, ambientalistas, intelectuais, jornalistas e estudantes, e já faz parte das agendas cultural e socioambiental cariocas.

Cena do filme "Vila no fim do Mundo", de David Katznelson, escolhido do júri como o melhor filme de Longa Metragem do festival FilmAmbiente 2013

Cena do filme “Vila no fim do Mundo”, de David Katznelson, escolhido do júri como o melhor filme de Longa Metragem do festival FilmAmbiente 2013

Vila no fim do Mundo” (Doc., 2012, 76min., UK) faz uma crônica do dia a dia de um vilarejo ameaçado de extinção, deixando à mostra muitas questões relacionadas ao meio ambiente, mas sem impor uma maneira de pensar ao  espectador (veja aqui o site do filme). O júri internacional do prêmio de Longa Metragem registrou menções especiais aos filmes “Mais que Mel“, de Markus Imhoof, e “Pedacinho de Terra“, de Nikos Dayandas. O primeiro (Doc., 2012, 91min., Suíça/Alemanha/Áustria) transforma abelhas em personagens e leva o espectador para dentro de uma colmeia, expondo sobre como a situação atual e futura desses insetos no planeta pode influenciar os caminhos da sociedade humana na Terras. Já “Pedacinho de Terra” (Doc., 2013, 52min., Grécia) mostra como uma nova geração grega está procurando uma saída sustentável para a crise europeia.

Nikos Dayandas, diretor do filme "Pedacinho de Terra", recebe o Prêmio "Menção Especial" do júri de Longa Metragem (da esq. p/ dir.: Mário Branquinho, Chris Paine e Artur Xexéo)

Nikos Dayandas, diretor do filme “Pedacinho de Terra”, recebe o Prêmio “Menção Especial” do júri de Longa Metragem (da esq. p/ dir.: Mário Branquinho, Chris Paine e Artur Xexéo)

A animação “Mobília Irlandesa” (2012, 08:19min., Irlanda) utilizou a técnica de stop motion para descrever a reciclagem de mobiliário rural na Irlanda. Já o documentário “Faces“, de Said Majmi (2012, 15:38min., Jordânia), recebeu a Menção Especial na categoria Curta Metragem. O filme conta a estória do beduíno Mfadi, que vive com sua família no deserto de Petra, na Jordânia, e luta para decidir se fica em sua humilde casa ou se vai para a cidade, a “civilização”.

Você saberia como transformar a água em um negócio multimilionário? Esse foi o tema de “Vida engarrafada: o negócio da Nestlé com a água“, do diretor Urs Schnell (Doc., 2012, 90min., Suíça), filme vencedor na categoria “Relevância Jornalística”, concedido em parceria com a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (RBJA). O jornalista suíço Res Gehriger investigou este fenômeno de lucratividade da Nestlé, a multinacional suíça que domina o comércio mundial de água engarrafada. A Nestlé se recusou a cooperar, com o pretexto de que era “o filme errado no momento errado”. Com imagens e entrevistas nos Estados Unidos, Nigéria e Paquistão, o documentário faz uma imersão no mundo da água engarrafada e revela os esquemas e estratégias da mais poderosa organização de comida e bebidas do planeta (veja aqui o site do filme). A Menção Especial nessa categoria foi concedida ao filme “Níveis Inaceitáveis“, de Edward Brown (Doc., 2013, 90min., USA), que mostra como nós estamos expostos a uma quantidade excessiva de agentes químicos, os quais até recentemente a ciência moderna não conhecia exatamente o que isto poderia significar ao longo do tempo.

O jornalista suíço Res Gehriger (centro) recebe o prêmio de "Relevância Jornalística", concedido pela Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (RBJA) ao filme "Vida engarrafada: o negócio da Nestlé com a água", do diretor Urs Schnell. O prêmio foi entregue pelo jornalista Antonio Carlos Teixeira (esq.), que representou o júri da RBJA

O jornalista suíço Res Gehriger (centro) recebe o prêmio de “Relevância Jornalística”, concedido pela Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (RBJA) ao filme “Vida engarrafada: o negócio da Nestlé com a água”, do diretor Urs Schnell. O prêmio foi entregue pelo jornalista Antonio Carlos Teixeira (dir.), que representou o júri da RBJA

Com mais de 83% dos votos, “Os Chefões Piraram” (Doc., 2012, 88min., Suécia) foi, merecidamente, o filme escolhido pelo público do festival. É a estória do Fredrik Gertten sobre o processo movido por 12 trabalhadores rurais da Nicarágua contra a empresa Dole Food Company. Com exibição prevista no Festival de Los Angeles, o filme foi inesperadamente retirado da seleção e teve Gertten e equipe processados pela empresa por difamação. Gertten decide, então, processar a empresa. Quando tudo parece perdido, um blogueiro sueco se revolta ao descobrir que o mercado orgânico local vende os produtos da Dole.

Marc-Henri Wajnberg, diretor do excelente "Os Meninos de Kinshasa", e Aline Baiana Cavalcanti, no encerramento da terceira edição do FilmAmbiente Festival, quinta-feira (5/9), no Espaço Itaú de Cinema, no Rio de Janeiro

Marc-Henri Wajnberg, diretor do excelente “Os Meninos de Kinshasa”, e Aline Baiana Cavalcanti, no encerramento da terceira edição do FilmAmbiente Festival, quinta-feira (5/9), no Espaço Itaú de Cinema, no Rio de Janeiro

O festival começou no dia 30 de agosto e exibiu longas metragens, curtas, documentários, animações e filmes de ficção. Além das categorias longas e curtas (13 e 20 filmes, respectivamente), o FilmAmbiente reuniu películas nas mostras “Do DDT à Segurança Alimentar”; “Planeta Ultrajado”; “Será mesmo só ficção?”; e “Agir+Mudar”, além de uma seleção de longas feita pelo National Film Board do Canadá.

Suzana Amado, diretora do festival

Suzana Amado, diretora do festival

As sessões (todas gratuitas) foram exibidas em salas no centro e na zona sul da cidade, no Parque Ecológico de Madureira e na Arena Carioca Chacrinha, em Pedra de Guaratiba.

Confira mais informações no site do FilmAmbiente Festival 2013.

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Sobre Antonio Carlos Teixeira

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