Pobreza e fome diminuem na América Latina e no Caribe com avanços nos Objetivos do Milênio

Região também faz avanços na expansão do acesso à educação e saneamento, mas ações são necessárias no combate à mortalidade materna e na proteção das florestas, diz relatório da ONU.

Do site das Nações Unidas no Brasil

A América Latina e o Caribe atingiram uma série de metas para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), incluindo a redução – pela metade – da taxa de pobreza extrema, afirma um relatório das Nações Unidas lançado nesta segunda-feira (1). A proporção de pessoas na região que vive com menos de 1,25 dólar por dia caiu de 12% em 1990 para 6% em 2010.

O Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2013, lançado (em 01/07) pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em Genebra, também afirma que a região está a caminho de cumprir a meta de reduzir pela metade a proporção da população que sofre com a fome até 2015. A proporção total de pessoas desnutridas na população diminuiu de 15% em 1990-1992 para 8% em 2010-2012.

Acesse aqui a matéria geral sobre o relatório: www.onu.org.br/?p=49579

Os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que possuem diversas metas que cobrem uma série de indicadores de pobreza, fome, saúde, igualdade de gênero, educação e ambientais, foram acordados por todos os países como resultado da Cúpula do Milênio das Nações Unidas, em 2000. O prazo de implementação da maioria dos objetivos é 2015.

De acordo com o Relatório, outros avanços foram alcançados através da implementação dos ODM. O acesso à educação primária foi expandido na América Latina e no Caribe com um crescimento líquido na taxa de matrículas nas escolas para crianças de 88% em 1990 para 95% em 2011. No mesmo período, o número de crianças em idade escolar que estão fora da escola diminuiu de 7 a 3 milhões. A região alcançou a igualdade na educação primária entre meninos e meninas.

A América Latina e o Caribe também estão muito perto de alcançar a meta de reduzir pela metade a proporção de pessoas sem saneamento básico. A proporção da população que utiliza uma unidade de saneamento melhorado, como uma latrina ou vaso sanitário, aumentou de 68% para 82% entre 1990 e 2011.

A região está a caminho de atingir a meta dos ODM de reduzir em 50% a propagação e reverter a incidência de tuberculose, com o número de novos casos da doença caindo em mais de a metade entre 1990 e 2011.

A América Latina e o Caribe atingiram a meta de água potável dos ODM cinco anos antes da data limite de 2015. A proporção da população que utiliza uma fonte melhorada de água aumentou de 85% para 94% entre 1990 e 2011.

A região também está perto de atingir a meta de reduzir a taxa de mortalidade infantil, com a taxa de mortes de crianças menores de cinco anos caindo em 64% entre 1990 e 2011.

Desafios no Caribe

Disparidades no progresso persistem entre as duas sub-regiões. De 2010 a 2012, a prevalência de pessoas desnutridas na América Latina foi de 8%, enquanto no Caribe foi de 18%.

A mortalidade materna no Caribe continua alta, com 190 mortes maternas a cada 100 mil nascidos vivos em 2010. Ações aceleradas são urgentemente necessárias para atingir a meta dos ODM de reduzir esta proporção em três quartos. A América Latina tem uma taxa de mortalidade materna muito mais baixa, com 72 óbitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos em 2010.

Em um desenvolvimento positivo, o Caribe é a região que possui a queda mais acentuada no número de pessoas infectadas com o HIV, que caiu 43% entre 2001 e 2011, com uma estimativa de 13 mil novas infecções em 2011. No entanto, depois da África Subsaariana, o Caribe é a região mais afetada, com 1% dos adultos vivendo com o HIV em 2011.

Na América Latina e no Caribe, a meta de acesso universal ao tratamento para HIV/Aids (acesso à terapia antirretroviral) está disponível a pelo menos 80% das pessoas que precisam dela. Em 2011, 68% das pessoas que viviam com HIV na América Latina e no Caribe receberam o tratamento, a maior [proporção] entre todas as regiões em desenvolvimento.

Maiores perdas florestais; taxas mais altas de gravidez entre adolescentes

As florestas estão desaparecendo em um ritmo acelerado na região, apesar do estabelecimento de políticas florestais e leis de apoio à gestão florestal sustentável em muitos países. A maior perda líquida de florestas ocorreu na América do Sul – cerca de 3,6 milhões de hectares por ano de 2005 a 2010.

Na América Latina e no Caribe, os níveis de gravidez adolescente – arriscado tanto para as mães quanto para os seus recém-nascidos – permanecem elevados e só recentemente começaram a cair. Na América Latina, a taxa de natalidade adolescente caiu de 92 nascimentos a cada mil mulheres em 1990 para 88 em 2000 e para 80 em 2010, enquanto o Caribe teve um declínio de 80 nascimentos a cada mil mulheres em 1990 para 78 em 2000 e para 68 em 2010. O problema é agravado pelo fato de que as meninas adolescentes, em geral, enfrentam maiores barreiras que as mulheres adultas no acesso aos serviços de saúde reprodutiva.

O Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, uma avaliação anual do progresso global e regional da implementação dos Objetivos, reflete os dados atualizados mais abrangentes compilados por mais de 27 agências da ONU e agências internacionais e é produzido pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas. Um conjunto completo dos dados utilizados para preparar o relatório está disponível em http://mdgs.un.org/

A íntegra Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2013 e outros materiais de informação estão disponíveis em www.un.org/millenniumgoals

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Sobre Antonio Carlos Teixeira

Gestor de Comunicação para Sustentabilidade, Assessor Corporativo de Transição para uma Sociedade de Baixo Carbono, editor do blog TerraGaia. //// Communication Manager for Sustainability, Corporate Advisor for Transition to a Low Carbon Society, TerraGaia blog editor.
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