Rio+20: PNUMA lança Novo Mapa Mundial de Políticas para estimular iluminação sustentável

Um total de 5% do consumo global de eletricidade podem ser economizados anualmente caso as nações realizem efetivamente uma transição para formas de iluminação mais eficientes, eliminando lâmpadas incandescentes. Em termos globais, a economia pode chegar a US$ 110 bilhões. Esses dados fazem parte do Novo Mapa Mundial de Políticas e Diagnósticos Nacionais de Iluminação, lançado nesta quinta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lançou hoje na Rio+20. Em conjunto com o Fundo para o Meio Ambiente (GEF), o PNUMA lidera a parceria público-privada “en.lighten” que conta com a participação das multinacionais Philips Lighting e Osram e o National Lighting Test Centre, da China.

O novo mapa é resultado de 150 diagnósticos nacionais que mostram os benefícios financeiros e as ações para mitigação das mudanças climáticas que podem ser alcançados a partir da eliminação gradual de iluminação incandescente em países em desenvolvimento e de renda média. Segundo o documento, a substituição por lâmpadas mais eficentes (como as de alógeno, LED ou florescente) pode gerar uma redução de 490 megatoneladas em emissão de CO2 por ano, equivalente às emissões de 122 milhões de automóveis de porte médio. Em nívecl mundal, serviços de iluminação correspondem a 20% do consumo de eletricidade e 6% das emissões de CO2.

Em julho, o Programa de Parcerias para uma Eficiência Global, coordenado pelo PNUMA iniciará um programa piloto com 14 dos 50 países participantes do “en.lighten”. “Uma das formas mais rentáveis de contribuir com a redução das emissões globais de carbono é a eliminação progressiva de formas de iluminação ineficientes”, diz Achim Steiner, sub-secretário geral da ONU e diretor executivo do PNUMA. No Brasil, as estimativas apontam que o programa de iluminação eficiente poderá gerar uma economia anual entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões.

Um dos parceiros do PNUMA que pode servir de exemplo para os países das Américas Central e do Sul é o México. Juan Rafael Elvira Quesada, ministro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, lembrou que o país foi a primeira nação em desenvolvimento que aprovou uma legislação específica para eliminação de iluminação ineficiente. Quesada lembrou que o programa de 90 ações para combater a mudança climática lançado pelo governo mexicano tem o objetivo de evitar a emissão de 80 milhões de toneladas de carbono até o final desse ano.

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Além do programa de iluminação eficiente, programa mexicano conta também com práticas de reflorestamento, utilização de gás natural e mitigação do impacto ambiental em atividades econômicas. “Nosso objetivo é substituir 55 mil lâmpadas incandescentes nos lares de 5 mil famlílias mexicanas. A até o final de 2013 queremos eliminar progressivamente a venda lâmpadas incandescentes, eliminando-as do mercado”, prometeu Quesada.

Os países que aderiram ao programa en.lighten são: Argélia, Belize, Benin, Bolívia, Burquina Faso, Cabo Verde, Chile, Costa do Marfim, Costa Rica, República Dominicana, Egito, El Salvador, Gâmbia, Gana, Guatemala, Guiné, Guiné Bissau, Honduras, Indonésia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Libéria, Mali, Marrocos, Nicarágua, Níger, Nigéria, Palestina, Panamá, Paraguai, Filipinas, Rússia, Senegal, Serra Leoa, Sudão, Tailândia, Togo, Tonga, Tunísia, Emirados Árabes Unidos, Uruguai e Iêmen.

Informações no site da iniciativa en.lighten.

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Sobre Antonio Carlos Teixeira

Executivo de Comunicação I Assessor Estratégico I Sustentabilidade/Baixo Carbono I Editor I Editor do blog TerraGaia //// Executive of Communication I Strategic Advisor I Sustainability/Low Carbon I Editor I TerraGaia blog Editor.
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