As “marcas” da tríplice fronteira são identificadas no filme de Maya Da-Rin por meio de seus moradores: Manoel, que transporta em seu barco pessoas e mercadorias pelas correntezas do rio Solimões, num incessante vai e vem pelos territórios brasileiro e peruano; Willian, Raul e Carlos, taxistas que oferecem seus serviços à população das cidades gêmeas; Basília, do povo Bora (Colômbia), uma peregrina em busca de contatos com seus parentes em aldeias localizadas nos três países; Irene, vendedora de pupunha, incansável andarilha, capaz de percorrer 20 km todos os sábados entre a sua casa, na floresta, e Letícia; Florentino, índio Tikuna, um professor crítico do processo de transformação que enfrenta a aldeia Umariaçu pela proximidade com a cidade brasileira; e o casal Francisco e Celina, líderes de rituais realizados com a planta Ayahuasca, em Tabatinga.
Ganhador de quatro prêmios (Las Cámaras de la Diversidad, 25º Festival Internacional de Cine de Guadalajara, México, 2010; Melhor Filme, segundo o Júri ABVC, no 6º Panorama Internacional Coisa de Cinema, Brasil, 2010; Prêmio Especial do Júri, 6º Panorama Internacional Coisa de Cinema, Brasil, 2010; e Melhor Filme “Caríssima Liberdade”, 9ª Mostra do Filme Livre, Brasil, 2010) e participante de 20 festivais nacionais e internacionais, “Terras” é o primeiro longa-metragem de Maya Da-Rin. “É um filme sobre fissuras, lacunas e também confluências”, analisa.
“Terras” é fruto do desejo da diretora de filmar “espaços de transição” com a sua percepção da influência mútua de culturas tradicionais e contemporâneas.
Um documentário recomendado pelo Instituto TerraGaia.












